Início Escola A Fuga De Professores Dos Jardins-Escolas João de Deus

A Fuga De Professores Dos Jardins-Escolas João de Deus

3993
0
COMPARTILHE

Há quem diga que a profissão docente é um chorrilho de benefícios, que os professores são tratados como senhores, que certas coisas só acontecem noutras profissões intituladas de menos “nobres”… Pois bem, o blog Na Minha Opinião, recentemente denunciou um conjunto de situações anómalas que têm surgido com relativa regularidade na Associação de Jardins-Escolas João de Deus.

Fica um excerto do referido artigo e que a todos deve lembrar que ser professor já foi um privilégio e não é por acaso que tão poucos dos nossos jovens pretendem ingressar em tão difícil, mas tão importante profissão.


(…)

No entanto o caso nesta Instituição ultrapassa esse “fenómeno”, pois desde finais de 2016 que tem havido uma constante “fuga” de professores, anualmente têm saído vários professores, sejam eles contratados, efetivos, com muitos ou poucos anos de casa, até diretores saem e fogem…muitos vão ganhar menos para outros colégios…e isto acontece porquê?

Em primeiro lugar a falta de valorização da profissão de professor/educador.

Bem sei que desde o início deste século que tem havido excesso de professores. Sendo que isso acaba por ter influência direta de como se contrata e por quanto se contrata um professor. Não queres? Contratamos outro! E com isto muitos de nós se sujeitou a muito…

Em segundo lugar a usurpação de direitos mais básicos como o direito a gozo de férias; direito a gozo licenças de paternidade e maternidade. Corrijo, direito têm, podem é não verem renovados os contratos, no caso dos contratados, ou a passarem a desempenhar funções menores, no caso dos efetivos.

Em terceiro lugar, mesmo com possibilidades financeiras, não atualizarem as tabelas salariais, justificando sempre com a falta de verbas.

Em quarto lugar fazerem um tipo de avaliação de desempenho docente que não cumpre com as normas legal.

Em quinto lugar um excesso de horas extra, não pagas, seja para festas, festinhas e festões, até feriados podem ser incluídos no trabalho extra “exigido”, entre aspas porque ninguém exige, mas está implícito, não é obrigatório mas quem não o faz terá represálias…

Perante isto, os professores, todos, que podem saem sem remorsos a meio do ano…porque são mal tratados, desrespeitados nos seus mais básicos direitos, desvalorizados no seu desempenho…

No entanto, para quem estiver mais atento, a situação está a mudar, começa a haver falta de professores, a própria Associação tem colocado anúncios para recrutar professores, porque aqueles que formou em tempos ficam indisponíveis para tanta arrogância institucional!

Estamos na interrupção letiva do Natal, e a Associação perdeu, nestes 15 dias, 6 professores, que à primeira oportunidade quiseram melhor!

Para o fim ficam as perguntas difíceis:

Como conseguirá a instituição manter o mesmo nível qualitativo na educação, usando o seu método próprio, contratando à pressa professores não formados na João de Deus?

Como se sentem os pais dos alunos desta instituição, sabendo da forma como os professores dos seus filhos são tratados?

Qual será o destino desta grandiosa Instituição se mantiverem a mesma política de gestão?

Poderíamos aqui falar sobre as mensalidades dos vários Centros Educativos que não cumprem com as regras da segurança social, mas disso falarei numa outra altura!

Para finalizar, quero desejar a todos os meus colegas de profissão, que conseguiram “fugir”, a maior sorte do mundo e dizer-lhes que tenho a certeza que serão bem sucedidos em qualquer lugar!

(…)


Para ler todo o artigo carregar aqui

COMPARTILHE

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here