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A falta de civismo generalizou-se! E é grave!

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Estamos a viver um tempo, em que se “vive um dia de cada vez”, e em que hoje estamos com mais falta de civismo que ontem, e amanhã, ainda pior estaremos.

Estamos não-felizes e não-contentes o que se nota no semblante de cada um, na agressividade de todos e cada um, seja em que local público possa ser, sendo que no privado é mais difícil de tal enxergar.

No supermercado até os empregados são mal-tratados pelos clientes, e nas filas todos e amontam para estar na frente mesmo que pressa não tenham. No trânsito a balbúrdia é tal que se tornou inqualificável e tudo o que seja cumprir o código está fora de questão. O palavrão fácil e o gesto de erguer o dedo do meio da mão, é rotineiro por homens e por mulheres, por tudo e por nada é “o uso e o costume”.

A falta de respeito entre gerações de baixo para cima, e de cima para baixo “vulgarizou-se”, os velhos já não só deixarem de querer “educar “ os mais jovens, como têm comportamentos que roçam a total deseducação. Sendo exemplos negativos que são imitados e com gosto, pelos mais novos.

Não ter respeito pelo próximo é o que “está a dar”!

O individualismo, o egoísmo o “eu, eu, eu” é o que conta com a agravante de todos e cada um actuarmos desta mesma forma, totalmente desautorizada.

Berra-se por tudo e por nada, insulta-se, e chega-se à agressão com toda a agilidade.

E já não vai ser necessário “esperar” pelo crescimento de filhos e netos, para ver a sua selvageria em pleno, dado que todos, hoje e agora já entramos nesta desordenação total em que vale tudo desde que o “eu” esteja bem, mesmo que seja só por um minuto, e que o futuro seja previsivelmente pior.

E aqui, nem são os aspectos económicos que têm um factor mais relevante, é a educação base, que já nem instrução, são os comportamentos base em sociedade!

Como em tudo destruir é fácil, construir será muito difícil. Perder princípios e valores, e até códigos de conduta tem sido tão fácil e tão rápido que quando dermos por “ela”, já nem nos lembraremos do que foi ser educado, e vai ser dificílimo voltar a sê-lo.

E viver sem regras ou quando estas disputam no nosso individualismo como vem a acontecer, evidentemente que não augura bom futuro. E como vivemos “um dia de cada vez”, parece que não nos lembrarmos que amanhã viveremos também um dia de cada vez mais destruído que o hoje.

E como não temos princípios, uma vez que os vamos progressivamente aniquilando, achamos – já com dificuldade pensamos, hoje – normal viver nesta selva, se bem que, mais que não seja o egoísmo, o individualismo do outro nos incomode dado que “bate” no nosso egoísmo/individualismo.

E se assim continuarmos como é o mais plausível, daqui a 5 anos vai ser difícil sabermos em grupo conviver, dado que palavras como respeito, princípios, valores, ficaram sem significado e sem valor.

Mas de facto por muito que acenemos ser “moderno e fixe”, viver cada um para seu lado, torna-se difícil e complicado, quando que temos que viver em sociedade e por muito que nos custe com algumas regras.

E pais e mães não se educando/contendo na selva em que se vive deseducam os filhos/filhas, se alguma vez os chegaram a educar. E estamos “nesta “ de vale tudo desde que o “eu” ache que “estou bem”, mesmo não estando, mas para tal não permitindo que o “tu” possas estar menos mal.

Vai acabar em desastre, mas todos estamos a ajudar para que assim venha a ser.

Augusto Küttner de Magalhães

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