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70% dos peões atropelados usavam roupa escura.

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Esta foi uma das conclusões que a GNR nos transmite acerca dos excessivos atropelamentos em passadeiras que a cada ano “acontecem” a peões nas nossas passadeiras. E, por certo será uma razão válida, dado que confirmada por quem de direito. Mas faltar-nos-á saber qual a possível explicação, para também mais atropelamentos estarem a “ter que acontecer” nas áreas não da responsabilidade da GNR, ou seja nas cidades.

E não deverá ser só roupa escura, nem falta de visibilidade, basta andarmos nas nossas cidades, tanto a pé como de automóvel, para termos uma ideia de como tudo “pode inevitavelmente ter que acontecer”! Talvez haja mais “descuido” do automobilista em deixar passar o peão na passadeira, claro que, também há peões – e muitos – que não param, não olham, não se acautelam, antes de atravessar e fazem seguimento do passeio para a passadeira, como se não houvesse qualquer mudança de rumo. Está mal e é incorrecto.

E por vezes, tantas vezes, o estacionamento, tão normal de viaturas em cima de passadeiras, não ajuda nem automobilista, nem peão! Mas muitos, mesmo muitos automobilistas, nas cidades- e não só, e não só – não “deixam” que os peões passem nas passadeiras, pura e simplesmente não param e têm a  total noção do que estão a fazer, e de que nada lhes acontece em assim actuarem.

Basta quando “isto” nos acontece dizer “alto obrigado” e temos as mais estranhas reacções dos/das automobilistas, desde levantaram o dedo do meio da mão, ou pararem à frente e recuarem para insultar o transeunte e dizer que esperássemos, ou, fazer o mesmo para dizer “de nada”.
Ou seja, estamos com uma completa e crescente falta de civismo, todos, peões quando o somos, ou peões quando passamos a automobilistas, que nos esquecemos o que é ser de facto transeunte a atravessar uma rua!

Estamos todos “irritados e irritáveis”, mas até melhorou bastante  este estado de “coisas” em 2016 e pela influência muito  positiva do nosso PR, Marcelo Rebelo de Sousa, na sua “descrispação”, que fez com que muitas Pessoas andassem menos exaltadas. Mas há grande falta de respeito pelo outro, há falta de educação base, de princípios, um egoísmo e individualismo que se expressam das mais variadas e inconsequentes formas, e mais fortemente quando se está ao volante com um automóvel nas mãos, e vale tudo. E vale mesmo tudo, desde não respeitar sinais vermelhos, prioridades, riscos contínuos, nunca fazer piscas, e por ai adiante. Basta andar na rua e vê-se ao minuto tudo o que não deveria “acontecer”, se quiséssemos ser um pouco mais civilizados.

Pelo que talvez o problema não esteja na roupa escura e na falta de visibilidade, que também pode ser uma causa, mas nas cidades, está na falta de educação e na não vontade cumprir regras. Ponto.

E mais prevenção, mais vigilância, mais aconselhamento, mais visibilidade das autoridades, mais presença que não necessária – até desnecessária – em todo o lado, é o que mais falta, e por vezes quando se está, está-se assim-assim. E, sem as luzinhas azuis acesas e as sirenes a tocar – quando não totalmente indispensável – mas podendo fazer passar mensagens de melhor futuro comportamental, mais atenção, mais respeito, ou não, e vai-se morrendo nas passadeiras e tantos acidentes rodoviários desnecessários. E todos que andam na condução a aprender em viaturas como “L”, e fazem tudo tão direitinho, tão correctinho, até fazerem o exame, depois continuam a fazê-lo sempre, sempre! É que parece, como todos nós, todos, não nos estar a acontecer!
Augusto Küttner de Magalhaes

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