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3 de Fevereiro – Greve Nacional dos Trabalhores não Docentes. Participem!

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Já há muito tempo que não escrevo para o “nosso” blog e o motivo é que a situação do pessoal não docente, tem estado sempre na mesma e com tendência para piorar. E tive receio de que os meus textos se tornassem repetitivos. A culpa não é minha, nem dos meus colegas, nomeadamente dos Assistentes Operacionais, mas sim da tutela que teima em não solucionar a falta destes profissionais.

Hoje quero apelar para que toda a comunidade educativa das escolas públicas deste país seja solidária com a greve nacional, dos trabalhadores não docentes, marcada para sexta feira, dia 3 de fevereiro. Sendo a falta de pessoal, a precariedade, a carreira e a alteração da Portaria de Rácios, as principais reivindicações desta greve. Afinal, todos enchemos a boca, para dizer que faltam muitos Assistentes Operacionais, sexta feira é que se vai ver…

Já vimos diretores, pais, encarregados de educação, professores e autarcas a reivindicar a colocação de mais profissionais nas escolas e algumas destas pessoas até lideraram ou participaram em processos de luta, até encerrando escolas.

Assim, não entenderemos nesse dia:

  • os diretores que mesmo, com um número reduzido de trabalhadores, teimem em manter a escola a funcionar;
  • os diretores que pressionem trabalhadores para não fazer greve, apelando por exemplo ao facto de que mais um dia sem aulas seria prejudicial para os alunos ou então que se fizerem greve tem relevância na avaliação;
  • os diretores que fazem deslocar trabalhadores não grevistas de uma escola para outra;
  • professores, que mesmo sem condições, se acobardem por medo ou por outra coisa e lecionem como se de um dia normal se tratasse;
  • os próprios alunos que acatem ficar nas escolas, mesmo que não haja bar ou que não haja a mínima segurança;
  • e os pais e encarregados de educação que venham permitir que os seus filhos, os seus educandos, permaneçam nas escolas que não tenham ao serviço o número mínimo de trabalhadores, pondo assim em causa a segurança.

Estamos convictos que vai ser uma grande greve com centenas de escolas sem atividades letivas e muitas outras a funcionar com muitos restringimentos.

Esta grande adesão, que se adivinha, não será conseguida pelo facto dos trabalhadores gostarem de fazer greve ou seja de perder o dia de salário e de subsidio de refeição mas sim pelo grau de cansaço, de desgaste em que se encontram e porque acreditam que se forem muitos e unidos na luta, o Sr. Ministro, talvez resolva esta situação, contribuindo, assim, para uma escola pública de qualidade.

 

Lurdes Ribeiro

Assistente Operacional

Petição

Alteração dos rácios de auxiliares de ação educativa nas escolas

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