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2017… mais do mesmo ou um ano de viragem?

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Hora de regressos, do até breve, de algumas lágrimas de quem não consegue conter a saudade que o preço da distância impõe, hora do regresso às rotinas, do regresso ao trabalho, com mais ou menos vontade…

2017 afigura-se um ano com muitos pontos de interrogação. O mundo vive em suspenso com a entrada do imprevisível e polémico Donald Trump, a Coreia ameaça com novo teste de míssil nuclear intercontinental, a sangria no mediterrânico continua, a ameaça do terrorismo que persiste como vimos ontem em Istambul, o planeta continua a sofrer com a nossa irresponsabilidade e alheamento do inevitável, refugiados aqui e ali, guerras por ali e por acolá, António Guterres terá de estar ao seu melhor nível numa missão que parece impossível…

Por cá, um Presidente da República que transpira confiança por todos os poros, um Primeiro-Ministro especialista em consensos, uma direita desorientada com o sucesso da “geringonça” e a esquerda mais à esquerda com vontade de estar fora mas sabe que tem de estar dentro…

Na Educação, teremos um ano marcado pelo sempre polémico concurso de professores, algo que infelizmente continua a ser demasiado relevante no panorama educativo e o facto de o ser, só revela que ainda tempos um longo caminho a percorrer…

Em 2017 poderemos assistir a alterações que a concretizarem-se poderão mudar muita coisa, algumas delas já são uma certeza, outras são apenas promessas, a saber:

  • alargamento da municipalização escolar;
  • a média de educação física voltará a contar para a média de acesso ao ensino superior;
  • redução da carga letiva, tudo aponta para o 1º ciclo e consequente valorização das expressões;
  • manuais gratuitos para todo o 1º ciclo;
  • definição do que é essencial nos programas curriculares e permitir uma maior flexibilização;
  • escola a tempo inteiro.

Mas 2017 também poderá/deveria ser o ano:

  • da alteração do modelo de eleição do diretor;
  • da redução do número de alunos por turma, dando liberdade às escolas para gerirem a sua dimensão;
  • de uma aposta séria na criação de equipas multidisciplinares para combater o problema da indisciplina;
  • da valorização da formação contínua dos professores, do fim dos congelamentos e na aposta de uma avaliação que permitisse corrigir vícios antigos;
  • da alteração/estabilização do calendário escolar;
  • da melhoria do ensino profissional;
  • da melhoria das infraestruturas escolares;
  • da reforma aos 40 anos de serviço sem penalizações;
  • da valorização, estabilização e qualidade/quantidade do corpo não docente.

E podia continuar, mas não quero vos maçar logo no primeiro artigo de 2017.

Pelo ComRegras, algumas novidades irão surgir e mais dados relevantes serão publicados ao longo de 2017.

Espero sinceramente que 2017 seja melhor que 2016, depende apenas de nós, de cada uma das nossas ações, individuais e coletivas. Não peço o impossível, peço apenas que possamos ser melhores pessoas do que fomos em 2016, afinal, são as nossas ações que nos definem…

Desejo-vos um excelente ano e deixo-vos com uma música de uma das melhores bandas de todos os tempos, com uma mensagem que todos devíamos ouvir…

(…)

One love
One blood
One life you got
To do what you should
One life
With each other
Sisters, brothers

One life
But we’re not the same
We get to carry each other
Carry each other

One… one

(…)

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