“Um tempo novo”

charge-democracia-1024x570Dia após dia vamos ficando mais e mais indiferentes ao que os nossos políticos dizem ou fazem, seja em atos formais ou informais. A mentira e o drible são constantes, fazem parte da personagem encenada durante anos a fio para alguns, os fósseis híbridos ou para outros tantos, embora mais novos, apresentando um ar sério e bem polido ensinado nas respetivas escolas, vulgo “jotas” ou “jotinhas” para os amigos nuns casos, noutros camaradas. António Barreto – Política e Pensamento, de Maria de Fátima Bonifácio, personalidade que admiro e respeito, mostra-nos uma outra realidade dos nossos “heróis” políticos e sindicais, menos polida, muito menos produzida, sem “photoshop”, do que aquela que tem sido e é veiculada pelos media, seja a mando dos primeiros ou em conluio com os segundos.

Democracia é um direito e um dever simultaneamente. Bradam as vozes propagandísticas, aquelas que nunca fizeram nada pois nada sabem fazer, dado que ou cresceram nos sindicatos ou foram logo formatados à nascença, ou tratam-se de personagens ocas, frustradas com a vida, entediadas pelos papás, que decidiram que ser político é bom para tratar da vidinha dos mesmos. O Povo? Depois se verá como corre o dinheiro. Democracia é um eterno equilíbrio, a história ensinou-nos, mas a ignorância e estupidez das elites que temos estão a transformá-la num espetáculo circense, deveras confrangedor,  mau mesmo.

Embora se tenha mantido algo escondido de olhares e ouvidos indiscretos ao longo de muitos anos, o Colégio Militar é uma instituição de ensino que em termos educativos tem de manter as regras e orientações da tutela, mas no que concerne ao regulamento interno as coisas mudam e figura devido à sua “pertença” militar. Toda a celeuma que a comunicação social criou em torno da discriminação sexual  é um pau de dois bicos e creio que nunca saberemos concretamente o que se passou. Porque se trata de uma instituição com cariz militar temos que a ver desse modo, é natural  haver alguma reserva e recato, embora os media, sempre ávidos de escaramuça tentam a sua sorte.

Soares, Sampaio, Eanes e tutti quanti: a avaliação impiedosa que António Barreto faz dos políticos que conheceu

(José Cabrita Saraiva)

A democracia, crise ou metamorfose

(José Conde Rodrigues)

Exército substitui director de Educação e subdirector do Colégio Militar

(Agência Lusa)


Tem a palavra Helena Silva | A realidade surreal.

surreal

Na sala de aula, um menino estava sempre a puxar o sutiã a uma colega. A miúda pediu para ele parar e o rapaz não o fez. Então ela queixou-se ao professor que estava na sala de aula e ele pediu para “ignorar”. O menino acabou por rebentar o sutiã da miúda e ela reagiu dando-lhe dois murros. A encarregada de educação, quando foi chamada à escola, teve a impressão que todos estavam contra a menina e desculpabilizavam o menino. A mãe do menino chorava e o olhar do pai dele transparecia raiva e vergonha. O professor evitava o contato visual com a mãe do menino, que olhou para o diretor. A mãe da rapariga argumentou que ela apenas se defendeu contra o assédio sexual feito por um colega, apesar da diferença do porte físico entre ambos (o rapaz era uns 30 cm mais alto do que ela e duas vezes pais pesado). Se o professor responsável por eles na sala de aula não se importou, como deveria reagir a menina? Deixá-lo brincar com o sutiã dela daquela maneira? E se fizessem o mesmo a uma professora? Seria um caso para “ignorar”? A mãe ameaçou apresentar queixa contra a escola e advertiu o menino de que, se ele voltasse a assediar sexualmente a sua filha, apresentaria uma queixa contra ele à polícia.

De facto, é chocante a permissividade revelada em relação à atitude do menino. As pessoas pensam que não tem mal nenhum porque se tratam de duas crianças, mas as coisas não são bem assim.

Eu passei por uma situação semelhante: durante uma aula em que os alunos estavam a trabalhar em grupo, um rapaz pôs a mão na “passarinha” de uma colega. Ela começou a chorar e a praguejar, mas eu vi que a rapariga estava perturbada. Alguns alunos, talvez com a intenção de desestabilizar, começaram a pressionar-me para pôr a miúda na rua por dizer palavrões. Eu respondi que iria tirar a situação a limpo, afirmando que eles não dão ordens ali e que, se continuassem, seriam eles os expulsos da sala de aula. Um aluno acabou por denunciar o colega e eu afirmei que agiria em conformidade. Na minha participação, relatei o que se passou, denunciando não só o rapaz que fez o delito, mas também a atitude chocante do colegas, insensíveis ao sofrimento da miúda, que tentaram induzir a professora a tomar uma atitude errada.

O que é que a escola fez? O rapaz foi suspenso durante um dia e nada se fez em relação aos outros miúdos, que, a meu ver, tiveram uma atitude tão errada como o rapaz que desrespeitou a colega. Muita condescendência existe em relação aos alunos penalizadores que se alimentam deste ambiente de permissividade, o qual estimula as atitudes desviantes e cria precedentes.

Isto também é um total desrespeito à professora, pois os alunos que desafiaram a sua autoridade não foram devidamente punidos. A sorte desta gente foi a mãe da miúda não ter apresentado queixa às autoridades competentes. No final do período, o circo continuou, pois a diretora de turma afirmou que o rapaz não fez a brincadeira de propósito. “Foi sem querer”, disse ela. “Eu também redigi a participação sem querer”, respondi.

Após terminarem as reuniões, um grupo de cobras cuspideiras estavam reunidas com um elemento da Direção na sala de aula, afirmando que eu tinha passado “quase toda a gente”. Eu sei disto porque apanhei o ninho de cobras a destilar veneno em flagrante. Nesse grupo estava a tal diretora de turma. No entanto, considero que “vozes de burras não chegam ao céu”. A mim, pareceu-me que elas estavam furiosas porque não tinham “ponta por onde pegar…”

Eu previ que as coisas não iriam ficar por aqui, acabando mais tarde por receber um recurso de uma outra mãe, reclamando do facto do seu filho ter obtido um três à minha disciplina, alegando que ele merecia um quatro (isto relativamente a um outro aluno de outra turma). Claro que eu fundamentei a minha posição, recorrendo ao que estava escrito no Decreto-Lei nº 17 de 2016 e nos Critérios de Avaliação. De nada serviu. Apenas houve um colega que me defendeu, pois o resto do conselho de turma votou a favor da mudança da nota do aluno, desrespeitando o trabalho de uma colega. Depois querem o respeito dos alunos…

Eu só acho estranho receber-se uma reclamação deste género, não existindo reclamações por parte dos pais quando os motivos são mais graves.

Ignoro o que está por trás disto. No entanto, sei que existem professores que estabelecem alianças com encarregados de educação de modo a manipulá-los contra os próprios colegas. Já tive conhecimento de processos disciplinares movidos contra professores que foram investigados a fundo, descobrindo-se que foram colegas que incentivaram os pais a apresentar uma queixa contra a professora. Planos dentro de planos e esquemas dentro de esquemas… Assim consegue-se que os bons profissionais sejam tratados como criminosos, enquanto que os maus profissionais continuam a movimentar-se à vontade, arranjando-se maneira de ninguém lhes pegar… A nossa classe é mesmo uma vergonha!!

Helena Silva


Sondagem | Concorda com um ano letivo em dois semestres em vez de três períodos? 4


Público | Há escolas no país a passar alunos com sete negativas 1

publicoesUm aluno com sete negativas vai ter insucesso no ano seguinte, quer passe quer chumbe, pois simplesmente não está lá… A retenção ou transição é um mero procedimento que neste caso terá um efeito contágio nos restantes colegas que não vêm recompensado o seu esforço. Estes alunos que já lá não estão precisam de uma escola diferente, com um modelo de ensino diferente que os encaminhe para uma profissão. A não existência de um percurso alternativo é um erro para estes casos e não serão as tutorias em pacote de 10 alunos que irão fazer magias.

A notícia refere:

O problema é que cada escola ou agrupamento definem o que entendem por excepcional, originando assim situações díspares em estabelecimentos que, por vezes, são quase vizinhos.

Isto é um problema, pois a tutela lava as mãos e até pode argumentar com a tão desejada autonomia. Se queremos de facto apostar numa conjuntura de ciclo devemos então pensar que os anos intermédios são uma parte do percurso, por exemplo, o 7º ano ser o equivalente ao 1º período, o 8º ao 2º período e o 9º ano ao 3º período.

É um assunto que cria muitos anticorpos nos professores e aos colegas, pois sentem na pele o “gozo” destes alunos que passam de ano sem nada fazer.

Há momentos que penso se vale a pena quantificarmos o ensino em escalas avaliativas. Se a política é de ciclo e se as notas não servem para nada para quê tanta pauta?

Há escolas no país a passar alunos com sete negativas

(Clara Viana)

aQeduto | Público ou privado: há um modelo perfeito? (inclui contratação de professores) 1

O ComRegras teve acesso ao documento que será apresentado hoje às 18 horas no auditório do CNE. Para verem ao vivo a emissão podem carregar aqui

Sobre a pergunta que é feita a minha resposta é…

Não! E nenhum estudo vai dizer que um modelo é perfeito, seja ele público ou privado. Porquê? A perfeição no ensino não existe, a perfeição na educação não existe, a perfeição é um ideal pessoal, baseada em premissas individualizadas que nunca serão assimiladas por um coletivo. A perfeição é uma falácia…

O estudo do aQeduto procura uma conclusão sobre qual dos dois tipos de ensino, público ou privado é melhor. A resposta para mim fica clara, são semelhantes. E digo que são semelhantes a partir do momento que existe uma análise que parte de premissas e condicionalismos semelhantes. Não posso dizer que uma escola é melhor ou pior quando uma seleciona alunos e outra não, ou quando uma escola tem nos seus quadros alunos com estatuto socioeconómico baixo e outra não.

Aspetos do estudo que considero relevantes:

A percentagem de escolas privadas sem apoio do Estado, onde os pais suportam integralmente o custo de educar os seus filhos, é marginal em todos os países. Em 2012, Espanha (8%) e Portugal (7%) são os países com a maior percentagem de escolas privadas independentes. No entanto, em Espanha, estas escolas têm vindo a diminuir e em Portugal a aumentar ligeiramente.

Escolas privadas independentes

Em Portugal, as crianças de classes sociais muito favorecidas não frequentam escolas públicas, nem escolas privadas dependentes do Estado, pelo que se trata do país onde esta separação é mais visível. Em 2012, as escolas públicas e as escolas privadas dependentes do Estado recebem alunos de vários estratos socioeconómicos, embora a franja mais desfavorecida frequente exclusivamente escolas da rede pública.

Natureza dos alunos

É uma triste realidade e que vai ao encontro da diferença cada vez maior entre pobres e ricos, onde os ricos se “protegem” numa redoma para não serem contaminados pelo resto da plebe.

Em Portugal, a percentagem de diretores a declarar que a responsabilidade pela contratação dos professores não é sua caiu de 87% em 2000 para 60% em 2012.

Contratação por parte dos diretores

Entre 2000 e 2012 houve uma clara diminuição do número de professores contratados por concurso central, não só em Portugal, como em vários países da Europa. Já o afirmei que o modelo de contratação de professores por parte da tutela não é o melhor, pois trata tudo por igual e a experiência diz-me que a competência não é um bem transversal, infelizmente… Também já o afirmei que o grau de desconfiança na contratação por parte das escolas é elevado e tem razão para o ser, culpa dos inúmeros critérios manhosos que chegaram a público nos últimos anos. Mas a tendência existe, e é uma lógica que faz sentido, principalmente para quem acredita – como eu – numa forte autonomia escolar.

Por fim dois gráficos que levam a interpretações diferentes e foi certamente o motivo pelo qual o Público e o JN deram notícias com títulos diferentes, afirmando no caso do Público que a Escola Privada tinha melhores resultados e no JN que os resultados eram iguais. É que ambas as conclusões estão lá, reparem:

Todavia, há uma tendência generalizada para que as escolas privadas com financiamento do Estado tenham resultados acima dos da escola pública, apesar de operarem em meios sociais similares.

Por outro lado, ao compararmos escolas públicas com escolas privadas dependentes do Estado, verificamos que os resultados são semelhantes: 517 e 519, respetivamente.

Mas para mim o gráfico mais relevante do estudo é o que se segue.

Comparativo resultados públicas e privadas

* Os sublinhados são de minha autoria.

Fica o estudo completo

 


Férias na escola ?

feriasChegaram as férias, com  elas a descontração, o lazer, as noites que se prolongam, os dias se distendem em preocupações parentais. Período em que os mais pequenos ficam sem grande parte de companheiros e amizades. Por parte dos pais, o receio de onde andam, com quem ficam, o que fazem. São situações que os tempos tornaram pertinentes e necessária a identificação de alternativas ao tempo (e ao modo) escolar. Até há pouco tempo mais comum aos grandes centros, progressivamente alastra-se e até nos pequenos aglomerados (caso da minha aldeia) a situação se torna desafiante, quanto preocupante.

Por outro lado, é também altura em que uns quantos órgãos de comunicação social optam por puxar o tema às primeiras páginas, retomando velhas questões e velhos artigos/peças sempre guardadas para esta altura.

O tema das férias escolares e da necessidade de equacionar outros modos de guarda das crianças é, reconheço, um tema pertinente. Apesar de pertinente no meu entendimento não tem sido considerado adequadamente, nas suas devidas dimensões, por parte dos diferentes atores.

Serem férias escolares implica que a escola fique deserta? Torna-se efetivamente necessário despejar a escola de crianças? Pode a escola assumir outras funções para além do ensinar? Que outras funções? Com que atores e com que envolvimento?

A despeito de opiniões sou claramente defensor que a escola não precisa de ficar sem alunos, que pode assumir uma dimensão de guarda, concorrer, inclusivamente, com campos de férias como antes o fez com as atividades de tempos livres, os ATL’s. Não implica isto que tenha de ser tudo feito por professores, se bem que um vasto conjunto de atividades o poderiam ser – planeamento, organização, orientação, coordenação, avaliação.

Direi que o tempo de pausa escolar, em particular este maior, pode ser um espaço de significativa articulação entre a escola, encarada no cruzamento das dimensões pedagógica e lúdica, e o município, enquanto responsável pela educação e formação dos seus munícipes. Também aqui surgem exemplos nos diferentes meios de comunicação de iniciativas e processos de colaboração entre a escola e os municípios. Perante estes exemplos que de forma recorrente nos surgem, pergunto-me se serão pontuais, casuais, isolados? Se será assim tão complexo ou complicado criar estes laços e este envolvimento para além do tempo escolar formal.

Apesar de considerar que a escola pode e deve assumir outras dimensões que não apenas e exclusivamente as de ensinar e aprender, não pretendo nem considero o prolongar do modo escolar como única alternativa. Em processo de articulação de diferentes atores bem que, a partir da escola (enquanto espaço lúdico e pedagógico e que muitos municípios têm como único), se podiam criar dinâmicas de envolvimento entre escola, município, associações (em particulares as juvenis), pais/encarregados de educação. Dinâmicas que permitissem que a escola ganhasse outras capacidades mediante o prolongamento da sua ação por dimensões não formais de educação.

Em síntese seria uma forma de, mediante outras estratégias e outros modos de ação escolar, gerir comportamentos, fomentar outros processos de aprendizagem, valorizar outras dinâmicas de conhecimento e relacionamento. Por ventura e por que não, dar consequência ao tempo escolar.

27 de junho, 2016

Manuel Dinis P. Cabeça

 


Alunos da Escola Pública e alunos em escolas com contratos de associação têm os mesmos resultados. 3

Amanhã será apresentado mais um estudo do projeto aQeduto, da Fundação Francisco Samuel dos Santos e Conselho Nacional de Educação, intitulado “Público ou privado: há um modelo perfeito?”

O tema é atual e as conclusões serão importantes para argumentação dos envolvidos. Segundo o estudo, existe uma diferença nos resultados entre as Escolas Públicas e as Escolas Privadas quando o ponto de comparação inclui todo o universo das escolas privadas, subsidiadas e não subsidiadas. O estudo faz uma ressalva nesta comparação, referindo que muitas dessas escolas são frequentadas apenas pelas elites.

Quando se compara os resultados dos alunos da Escola Pública com alunos das escolas com contratos de associação, a diferença não existe. Segundo a notícia do JN, os scores são semelhantes 517 para a pública e 519 para a privada.

Por muitas voltas que se dê, o desempenho escolar dos alunos depende principalmente dos próprios, e quando os “ovos” são semelhantes, a qualidade da “omelete” é também ela semelhante. Os temperos que se colocam depois podem alterar o seu sabor, ficando este invariavelmente mais artificial numa dependência clara dos seus cozinheiros…

Deixo-vos com uma imagem do artigo pois não consegui arranjar o link.

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Nota: fui um defensor da jornalista Clara Viana do jornal Público na recente polémica sobre os números da manifestação de todas as cores. Continuo a ter uma opinião positiva sobre ambos, jornal e jornalista, mas neste caso em concreto não posso concordar com o título da notícia.

Colégios financiados pelo Estado têm melhores resultados do que o ensino público

(Clara Viana)

Lembro que a escala vai de 0 a 1000 e uns tiveram 517 e outros 519…

 


ME prefere os pais aos alunos.

preferênciaNem vou entrar pela questão dos professores pois estes são adultos, só têm férias em agosto – ver A Verdade Sobre as “Férias” dos Professores –  e que remédio têm eles que não aguentar, até para evitar o discurso do coitadinho, apesar de desmotivados, frustrados e congelados… Será esta a melhor forma de elevar a qualidade do nosso ensino? Julgo que não, sei que não…

Para 2016/2017 as aulas começam ligeiramente mais cedo e acabam mais tarde. As pausas letivas são iguais, logo temos mais semanas de aulas, atingindo a enormidade de 14 semanas no 1º período.

Para quem disse que era necessário reduzir a carga letiva, nomeadamente no 1º ciclo, ajustando metas e currículos,  aumentar o calendário escolar é contraproducente,  pois se de facto querem implementar tais medidas, vamos passar dias em modo ATL tão de agrado dos pais.

E se existia algum pudor em entrar verão adentro com mais aulas, sendo esse o motivo para evitar o prolongamento das ditas, agora que essa fronteira foi galgada pergunto: o que falta fazer para incluir uma pausa no 1º período, prática comum em muitos países europeus?

Parece que o Ministério de Educação fez um esforço para ir ao encontro das pretensões parentais, ao contrário das pretensões dos professores – ex: pré-escolar –  que pediam para terminar ao mesmo tempo que os seus colegas. Além de não terem sido sensíveis aos seus argumentos, prolongaram o 1º ciclo. Porquê?

Parece-me a mim que a função do Ministério de Educação é dar condições para que o processo de ensino aprendizagem decorra de forma otimizada, sem cansaços desnecessários, tendo em conta seus diversos intervenientes.

Não sei se estamos perante um marcar de posição sobre a escola a tempo inteiro, mas se não estamos, lá que parece, parece…

Aulas arrancam a meio de Setembro e 1.º ciclo termina mais tarde

(Luciano Alvarez)

E agora uma ideia que merece reflexão e a minha concordância por este motivo:

“Vamos ter um primeiro período com 67 dias de aulas, o segundo terá 54 e o terceiro será de 29 dias, no caso dos alunos do 9.º, 11.º e 12.º ano”, sublinhou Filinto Lima.

Nota: para quem vai dar, como costuma dar, o mesmo peso avaliativo aos três períodos, talvez devesse ajustar a sua avaliação à realidade…

Directores querem ano lectivo de dois semestres em vez de três períodos

(Lusa)