Inquérito – Concurso de Professores – A Nossa Opinião Também Conta! – Ecos na Imprensa 1

logo ComRegras_DeArlindoAs notícias publicadas hoje na imprensa nacional, no âmbito da Educação, dão-nos conta essencialmente dos resultados divulgados sobre o inquérito promovido em parceria pelo Alexandre Henriques, do blog ComRegras e pelo Arlindo Ferreira, do Blog DeAr Lindo e que teve como destinatários os docentes portugueses que responderam a algumas questões pertinentes sobre o concurso de professores e deixaram claros alguns princípios que não devem ser ignorados nem pela tutela, nem pelos sindicatos, quando se iniciarem as conversações sobre concurso docente, já num futuro próximo.

De facto, as grandes conclusões que se retiram deste inquérito realizado entre 11 e 23 de Setembro e que foi respondido por 5 135 professores, sob o lema “A nossa opinião também conta”, foram muito claras e não oferecem margem para hesitações ou dúvidas:

Os professores portugueses, independentemente da sua graduação e situação profissionais, querem ser seleccionados com os mesmos critérios definidos e iguais para todos a nível nacional, querem que o concurso seja organizado e centralizado pelo Ministério da Educação, que seja anual, excepção feita aos professores de QZP que preferem um concurso realizado de dois em dois anos, não admitem que a avaliação de desempenho docente interfira na graduação profissional de cada um, pretendem o fim da norma-travão, rejeitam as reconduções dos professores contratados, querem poder mudar as suas preferências em momentos específicos do concurso nacional e, por último, divergem quanto às preferências existentes no concurso.

E são estas as conclusões que foram incorporadas nas várias notícias de hoje e que vos darei conta.

E destaco, no Público, o artigo de Clara Viana que escolhe para título do seu artigo os “Professores não querem que avaliação conte para efeitos de selecção” e relaciona este facto com as afirmações feitas ontem mesmo por David Justino, presidente do Conselho Nacional de Educação que afirmou que a fórmula – classificação final de curso acrescida do tempo de serviço – não é por si só garante de “qualidade” dos professores colocados. E relembra que, “com a ex- ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues, os professores que obtinham Excelente ou Muito Bom na sua avaliação de desempenho tinham um bónus de dois e um valor, respectivamente, mas a partir de 2012 esta prerrogativa deixou de se aplicar aos docentes do quadro, conforme reivindicado pelos sindicatos.”

Ora esta reivindicação e conquista dos sindicatos corresponde a um sentir e a um desejo dos professores portugueses que agora está bem patente nos 78,9% dos professores dos quadros que se pronunciaram neste sentido e nos 68,2% dos professores contratados que também não quer que a sua avaliação conte para efeitos de graduação profissional. É caso para dizer que gato escaldado da água fria tem medo e nós, professores, já assistimos a tudo durante os anos em que a ADD esteve em vigor e à solta nas escolas deste país, ainda para mais com as carreiras congeladas, facto igualmente focado por Clara Viana que contextualiza o que está em vigor, hoje, e que é uma avaliação com aulas assistidas “apenas obrigatória para os docentes do 2º e 4º escalões numa carreira que tem 10 patamares”, sendo que o último, digo eu, faz parte de uma realidade puramente virtual e foi engendrado para calar protestos, assim tipo rebuçadinho acenado a crianças e que vai fugindo e fugindo, nunca sendo, por isso, alcançado, o rebuçado!, pelos profissionais no sector.

Clara Viana destaca ainda “que os professores devem ser seleccionados com base em critérios definidos a nível nacional e com base em concursos geridos pelo Ministério da Educação, como sucede actualmente.” E dá a palavra a Arlindo Ferreira e a Alexandre Henriques que elegem este dado como o “mais relevante do inquérito”.

Alexandre Henriques conclui ainda que temos “um corpo docente desconfiado e muito cansado de anos de injustas ultrapassagens” e que “está na hora de colocar o concurso de professores como um mero procedimento e não um momento de convulsão educativo, utilizado muitas vezes como um barómetro político. Ouça-se os professores, respeite-se as suas opiniões e dêem-lhes a estabilidade de que precisam.”

Por último, Clara Viana faz referência ao desejo dos professores de verem colocado um ponto final na norma-travão “que visou responder a um ultimato da Comissão Europeia com vista a impedir a utilização abusiva de contratos a prazo, estipula a entrada nos quadros dos docentes que tenham pelo menos cinco contratos sucessivos, anuais, completos no mesmo grupo de recrutamento” e que é geradora de injustiças e distorções graves entre professores com mais ou menos tempo de serviço por abrirem a possibilidade de professores com menos tempo de serviço passarem à frente de outros com muito mais tempo e isto apenas devido aos factores, completamente arbitrários, da sorte ou do azar.

No Expresso, Marcos Borga opta pelo destaque “Maioria dos professores não quer que sejam as escolas a escolhê-los“. E, de facto, os professores portugueses não querem ser escolhidos pelas escolas. Porque ainda não estão esquecidos das listagens de requisitos mais ou menos estapafúrdios exigidos pelas escolas portuguesas na Bolsa de Contratação de Escolas, somente extinta este ano, e ainda não estão esquecidos da confusão que foi andar de escola em escola em entrevistas mais ou menos decentes, mais ou menos loucas, ao sabor das vontades de terceiros, nesta escola diferente do que era pedido na escola vizinha e assim sucessivamente somando  instabilidade, desgaste e stress onde eles não precisavam de ser somados.

Marcos Borga destaca ainda a vontade que os professores manifestaram em que “a sua avaliação de desempenho não tenha reflexos na sua graduação profissional” e destaca o facto dos professores portugueses não concordarem com a recondução dos professores contratados sem que tenham de se submeter a novo concurso. Por último, aborda igualmente as afirmações de David Justino, já focadas anteriormente.

A Agência Lusa destaca igualmente que 95% dos professores quer concurso gerido pelo ministério da Educação – Inquérito

E dá a palavra sobre este particular assunto, os resultados deste inquérito, a Arlindo Ferreira e que vocês podem ler na sua totalidade clicando sobre o link.

Ecos ainda no País ao Minutono Observador e no blogue Atenta Inquietude do José Morgado.

Uma primeira nota remete para o facto cerca de 95% dos docentes que responderam ao inquérito defendem que os concursos devem ser nacionais, com critérios e gestão da responsabilidade do ME.

É um resultado que me parece curioso. Desculpar-me-ão mas creio que tal como ME desde há décadas os professores não confiam nas escolas. Provavelmente por situações que todos conhecemos, sim, eu também conheço, ultrapassagens incompreensíveis, enviesamento de critérios, favorecimento, etc., etc. em recrutamento sediados na escola minaram definitivamente a confiança da maioria dos professores nas direcções escolares.

Percebe-se mas é um mau sintoma. Este entendimento não colide com ideia de que a nível nacional se torna mais “simples” estabelecer critérios e ordenar listas. Fica-me uma questão, será o recrutamento de docentes uma linha vermelha da autonomia das escola?

Finalmente, no DN, Pedro Sousa Tavares, sobre prescrição de fármacos a crianças e adolescentes portugueses, assunto a acompanhar com toda a atenção até pelas consequências na vida escolar dos nossos alunos e pelas acusações aí proferidas relativamente à classe docente, escreve que os Especialistas confirmam pressão para medicar alunos.


Os professores estão obcecados com a lista de graduação. 4

engravatado-de-binoculos

O estudo hoje apresentado sobre o concurso de professores vai ao encontro do que defendo há muito tempo. Os professores têm voz e não devem ficar refém de organizações ou personalidades com interesses políticos, devem dizer por si o que realmente pensam. Está na hora de falarmos pela nossa boca e esta casa dar-vos-á o tempo de antena de que precisarem.

A Nossa Opinião Também Conta!

Existem várias conclusões do estudo, mas é inevitável focarmos a nossa atenção na lista de graduação. Como referi à jornalista Clara Viana do jornal Público.

Já Alexandre Henriques considera que os resultados obtidos dão conta de “um corpo docente desconfiado e muito cansado de anos de injustas ultrapassagens”. “Está na hora de colocar o concurso de professores como um mero procedimento e não um momento de convulsão educativo, utilizado muitas vezes como um barómetro político. Ouça-se os professores, respeite-se as suas opiniões e dêem-lhes a estabilidade de que precisam”, exorta este docente.

O que indiretamente responde à dúvida levantada por Isabel Leiria do jornal Expresso.

Outra das conclusões deste estudo é que também uma maioria clara dos professores defende que a sua avaliação de desempenho não tenha reflexos na sua graduação profissional.(…)

O inquérito não permite saber se desconfiam da avaliação praticada nas escolas ou em que aspetos admitiria consequências e reflexos dessa apreciação.

Neste momento existe quase uma obsessão pela lista de graduação e apesar do Ministério de Educação ser o autor de um dos momentos mais negros do concurso de professores – a BCE, um concurso centralizado por este e em fila indiana digamos assim, é o único que dará alguma segurança/confiança aos professores.

Sou da opinião que a avaliação deveria afetar a nossa graduação profissional, e acredito que muitos dos professores que disseram não à sua inclusão também pensem assim. Só que tal como eles, eu também não confio na avaliação docente. Foi mau demais aquilo a que assistimos, a avaliação dos professores apenas serviu para castrar a progressão na carreira e colegas com os quais almoçávamos e trabalhávamos todos os dias ficaram com a cruz de avaliar os seus parceiros/amigos. A avaliação que temos hoje em dia e que foi criada por Nuno Crato é um insulto à dignidade docente, não só pelo seu modelo, mas pelo congelamento das carreiras que dura há 8 anos.

Através do ComRegras e o DeAr Lindo, os professores disseram presente e responderam a David Justino e a diretores que defendem o modelo de seleção de professores pelas escolas (não são todos, vejam o gráfico aqui), já afirmei que um modelo centralizado não é o ideal, mas é o único que neste momento dará estabilidade às escolas.

Neste momento a bola está no lado do Ministério de Educação, a minha esperança legitima até por aquilo que Tiago Rodrigues fez no início do seu mandato, é que os professores sejam ouvidos.


Resultados | Concurso de Professores – A Nossa Opinião Também Conta!

Os blogues ComRegras e DeAr Lindo uniram esforços no sentido de conhecer a opinião dos professores portugueses sobre um tema que brevemente estará em negociação – o concurso de professores. Os resultados deste inquérito permitem dar voz a milhares de professores e é nossa esperança que seja tido em consideração no momento devido. Brevemente será lançado outro inquérito dirigido a algumas questões mais específicas do concurso de professores.

Ficha Técnica

Universo – Professores do Ensino Público e Privado.

Amostra – Aleatória e representativa do universo. A amostra contém 5135 inquéritos preenchidos.

Técnica – O inquérito foi realizado através da plataforma de formulários Google, tendo o trabalho de recolha ocorrido entre os dias 11 e 23 de setembro de 2016.

Responsabilidade do estudo: Professores Alexandre Henriques e Arlindo Ferreira

 

Área de residência

 

Situação profissional

 

Os professores devem ser selecionados

 

Como deve ser gerido o concurso de professores

 

fim da norma-travão

 

Reconduções

 

Avaliação de desempenho na graduação profissional

 

Preferências ao concorrer

 

Prioridades QA

 

Prioridades QZP

 

Prioridades Contratados

 

Concurso de professores deve ocorrer_

Conclusões:

os professores devem ser selecionados com critérios a nível nacional;

o concurso de professores deve ser gerido apenas pelo Ministério de Educação;

os professores querem o fim da norma-travão;

os professores rejeitam as reconduções dos professores contratados;

os professores consideram que a avaliação de desempenho não deve influenciar a graduação profissional;

os professores querem um concurso onde possam mudar as suas preferências em momentos específicos;

os professores divergem quanto às preferências existentes no concurso;

os professores preferem concursos com cadência anual, exceção feita aos professores de quadro de zona de pedagógica que preferem um concurso de 2 em 2 anos.


Melhores alunos fazem mais TPC| Chumbar não melhora resultados no ano seguinte | Marcelo pede estabilidade | David Justino pede outro concurso de professores | E a Educação no IRS.

jornaisPonto prévio, sinceramente começo a ficar um pouco desiludido com o CNE/aQeduto pois ultimamente são publicados estudos dando a sensação que são novos, quando datam do PISA de 2012. Julgo que seria muito mais interessante apresentarem estudos de raiz com a devida pompa e circunstância já que até têm meios para isso e o que não falta é temas no meio educativo…

Sobre as notícias do dia de hoje.

Os melhores alunos são os que trabalham mais depois da escola, estranho era se fosse ao contrário e ainda bem que assim é. A dedicação e o esforço devem ser sempre premiados. No entanto, querer resvalar a coisa para justificar a dose diária de trabalhos de casa tem que se lhe diga. Vamos então comparar as cargas letivas dos alunos, somando-lhes os respetivos trabalhos de casa e consequentes resultados escolares e índices de fadiga. Eis um estudo interessante para o CNE/aQeduto fazer…

Quanto às reprovações, é óbvio que elas só por si não resolvem nada. A reprovação é uma consequência, um mero procedimento, a repetição do ano se for uma simples repetição, trará naturalmente um resultado repetido. E esta é a questão central! Os alunos reprovam mas no ano seguinte nada muda… os apoios são os mesmos, as aulas são as mesmas, a atitude é a mesma (ou pior), o modelo de ensino é o mesmo e provavelmente a única coisa que muda é a motivação que será ainda menor. A reprovação não é garante de maior esforço ou dedicação, antes pelo contrário. Não se trata de uma questão ideológica, é sim uma questão factual.

Hoje também foi dia do nosso Presidente da República falar de educação, é sabido que Marcelo Rebelo de Sousa sofre de positividade-compulsiva. É bonito, é de louvar, mas as palavras “estabilidade” e “consenso” não casam muito bem com a casmurrice dos nossos políticos.

Quando a David Justino, este é um defensor da contratação de professores pelas escolas. Num mundo perfeito também eu seria, mas não estamos num mundo perfeito e como tal, a lista de graduação é o mal menor. Como ontem referi, David Justino está em clara campanha do bota-abaixo e não se tem inibido de dizer os maiores disparates. Mas o povo não esquece… e os professores muito menos…

Por fim ficámos a saber que as regras do IRS no que à educação diz respeito vão mudar, esperemos que para melhor.

Melhores alunos são os que mais fazem TPC

(Ana Petronilho)

Chumbar não ajuda os alunos a melhorar resultados

(LUSA via Público)

Marcelo: “Deve haver o mínimo de estabilidade e diálogo institucional na educação”

(Daniel Rocha)

Modo de recrutamento dos professores não garante qualidade, afirma David Justino

(LUSA via Público)

GOVERNO CONFIRMA QUE REGIME DE DEDUÇÕES DE EDUCAÇÃO NO IRS VAI SER ALTERADO

(Susana Krauss)


5135 Inquéritos Preenchidos – “A Nossa Opinião Também Conta!”

Do inquérito sobre o concurso de pessoal docente com o título “A Nossa Opinião Também Conta!” foram preenchidos 5135 inquéritos que serão apresentados a partir de amanhã.

Este estudo foi feito em colaboração com o Blogue DeAr Lindo e o tratamento dos dados será apresentado em cada um dos blogues.

As questões foram feitas para três grupos de professores que se identificam no quadro seguinte.

Situação profissional

Fica aqui a Ficha Técnica do estudo.

Universo – Professores do Ensino Público e Privado.

Amostra – Aleatória e representativa do universo. A amostra contém 5135 inquéritos preenchidos.

Técnica – O inquérito foi realizado através da plataforma de formulários Google, tendo o trabalho de recolha ocorrido entre os dias 11 e 23 de setembro de 2016.

Responsabilidade do estudo: Professores Alexandre Henriques e Arlindo Ferreira


tou a começar a ficar farto desta merda 5

fartoPeço desculpa do português, incorreto para um professor. Como da extensão da coisa, mas, a um e a outro, não resisti.

A semana que passou ficou recheada por apontamentos, mais ou menos consistentes, de maior ou menor qualidade, sobre a escola portuguesa.

Na SIC notícias foi uma grande reportagem passada ao longo de um ano escolar com uma turma, “apenas” para dar conta da escola que temos e de qual a escola que queremos; Nesse mesmo espaço, da sic notícias, se diz que os alunos nossos vizinhos, os espanhóis, são os mais felizes, dando, inclusivamente, origem a um ranking de felicidade. No mesmo espaço se refere que, talvez para aguentar tudo isso, os alunos portugueses são os que consomem mais medicamentos para estar sossegados e atentos.

Noutros órgãos de comunicação social, no fim de semana, deu-se conta de estudo do conselho nacional de educação reforçando, uma vez mais mais, que os alunos portugueses não gostam da escola.

Prolongando a coisa, direi que neste mesmo espaço, no ComRegras, se reforça esta ideia em, pelo menos e para recuperar os mais próximos, dois apontamentos – um e outro; Num outro quintal e de forma sempre muito particular, se dá conta não de uma situação mas, porventura e de forma atenta, de uma (ou várias) eventual causa. Respeitando a dimensão lusa da coisa, brinca-se e chama-se a atenção para o controlo químico dos adolescentes. Finalmente e de modo a não ser excessivamente negativo, eu mesmo, nas minhas coisas das aulas opinei sobre o tema.

Para agravar a situação as notícias, na minha escola um grupo/turma de educação e formação (um CEF) inferniza tudo e todos, coloca em causa a integridade física e psíquica dos docentes, levanta inúmeras questões sobre opções locais, políticas nacionais e eventuais estratégias de promoção do sucesso.

E pronto, repito-me para não perder o fio à meada. Serei apenas eu a sentir aquela ligeira sensação de estar farto desta merda toda? Serei eu que, pelo cansaço, pela idade, pelo tempo de serviço, pelo gorar de expetativas, sonhos e vontades me rendo, me entrego, começo a soçobrar ao peso do quotidiano? Estarei eu a sentir aquela paixão a esvair-se, como que aproveitando o buraco aberto para se escapar de mim? Será que a paciência que já não sinto, é culpa minha, de estar farto de pessoas mal educadas, de não suportar comportamentos desadequados e/ou desajustados?

Este carpir de mágoas levar-nos-ia bem longe, a encher toda a internet com esta lamúria. Mas não, referencio uma eventual causa, a dificuldade de gerir mega agrupamentos, o alargar, senão mesmo o alastrar de variáveis da gestão.Isto é, As agregações deram cabo dos projetos pedagógicos que, mesmo que implicitamente, existiam por aí.

A agregação, o juntar de escolas a torto e a direito, deu origem ao fim das poucas ideias de escola que vigoravam (assentes em pessoas, na sua experiência e no conhecimento de uma realidade, das pessoas e dos problemas que tinham pela frente, das oportunidades e das estratégias para mediar à ação).

Neste momento, pelo que vejo em redor, não existem nem projetos educativos (os que existem poucos reconhecem e quase ninguém assume, são mesmo só papel), nem projetos pedagógicos (isto é, a agregação de vontades coletivas, a concertação de ideias pedagógicas, a definição de sentidos comuns). Ou seja, numa assumida funcionalização docente.

Mas há (sempre) alternativas. Juntem-se pessoas, agreguem-se vontades, converse-se com o outro, oiça-se o outro, pare-se para pensar, sejamos coerentes entre o que dizemos e defendemos e o que fazemos. Assumam-se as dificuldades e as limitações da gestão de agregações. Desconcentrem-se responsabilidades, capacidades, processos de decisão – envolvam-se coordenadores disto e daquilo, deleguem-se competências, definam-se áreas de intervenção e ação. Criem-se e definam-se mecanismos de flexibilização curricular e organizacional, faça-se a gestão do tempo docente de outro modo, de outra forma. Recriem-se modelos de gestão e organização pedagógica.

Ah, é verdade, haja tomates de fazer diferente e assumir o diferente. Com medo não, com ousadia, planeamento, responsabilização.

Mas há que os ter.

Manuel Dinis P: Cabeça

26 de setembro, 2016

coisas das aulas


Cyberbullying

Ou assédio, perseguição, ameaças, insultos, mensagens abusivas online. Em Portugal ouve-se pouco falar deste fenómeno, mas ele existe e pode ter consequências desastrosas na vida dos jovens. O mais provável é que o seu filho não lhe conte o que se passa, por isso aqui ficam alguns sinais de alerta:

Fica nervoso quando está online ou quando recebe uma mensagem no telefone; fica claramente zangado e irritado depois de estar no computador ou ao telefone; esconde o écra do computador ou telefone quando você se aproxima; passa cada vez mais tempo online; afasta-se de amigos, desleixa o trabalho escolar ou quer evitar a escola; perde o apetite, está excessivamente sensível, chora, parece depressivo, tem dificuldades em dormir; pode haver baixa no rendimento escolar.

A resposta a este fenómeno tem de ser rápida. Não é raro os adolescentes ponderarem o suicídio para acabar com o mal-estar.  Se descobrir que ele está a ser vítima, seja empático e apoiante. Leve muito a sério a possível gravidade da situação. Nunca coloque a hipótese de ele ter provocado esta situação – mesmo que tenha cometido um erro, este tipo de ataque é sempre injustificável. Não seja duro com ele. Estudos mostram que muitos adolescentes não contam aos pais o que se passa porque têm medo de perder os privilégios de aceder à internet. Avalie a gravidade da situação. Se as ofensas forem de baixa gravidade, o melhor é ignorar ou simplesmente não responder. É essencial que o seu filho não responda da mesma forma. Se for grave, imprima as mensagens e guarde. Bloqueie o endereço do agressor – há aplicações disponíveis – ou identifique como SPAM. Mude o número do telefone do seu filho e retire-o das redes sociais. Contacte o diretor da escola – habitualmente o agressor é colega – e peça-lhe que tome medidas imediatas. Pode haver outros colegas a serem vítimas. Se persistir, contacta as autoridades. Considere apoio psicológico.

Não confunda os “arrufos” da sua adolescência com este fenómeno. Este tem dimensões demolidoras.

Sofia Homem Cristo

Diretora do Colégio da Beloura

colégio da beloura


David Justino com tiques de Maria de Lurdes Rodrigues. 3

“A ideia de que toda a despesa em educação é investimento é uma treta. Parte dessa despesa é desperdício, é ineficiência”

“os países que mais investem na educação nem sempre obtêm os melhores resultados”

“Há pessoas que não foram feitas para aquilo e passam lá uma eternidade. Um professor com 30 anos de carreira, se for mau professor, o que é que ele destruiu?”

Segundo David Justino, haverá cerca de 10% a 15% de professores que “nunca” deveriam ter praticado docência, sendo que não se pode dizer que “todos os professores são iguais”

Em cima estão algumas das afirmações de David Justino ontem em Coimbra… Pois…

Até parece que dediquei o dia a David Justino, mas não posso ignorar aquilo que foi dito, não sou advogado dos professores, mas não consigo ignorar certas afirmações.

O que é que pretende David Justino?

Numa altura em que a educação tem um investimento inferior à média da OCDE, numa altura em que existem escolas que não têm dinheiro para pagar luz e água, numa altura em que faltam cerca de 6000 assistentes operacionais, em que temos um corpo docente envelhecido e congelado há quase uma década, o que pretende David Justino ao associar as palavras “investimento” e “treta” no que à educação diz respeito?

Será para justificar este quadro?

evolução professores 2004_2014

E depois passamos ao ataque aos professores, se dou de barato que existem professores incompetentes, pasmo-me quando alguém quantifica esse número. Que dados tem David Justino para fazer afirmações públicas sobre o assunto? Serão os da avaliação docente? Se são, está muito enganado. Não se pode fazer certo tipo de afirmações sem provar aquilo que se diz…

Também podia começar a dizer… ah e tal, 90% dos políticos são incompetentes… ah e tal, 90% dos Conselhos de Educação tem intenções políticas e agitam-se ou estão calados consoante a cor dos governos… Podia, mas não posso provar e como não posso provar, fico calado!

Mandar a culpa para as costas dos professores, foi aquilo que aquela senhora que não passou de erro de casting invocou, para justificar décadas de incompetência política na gestão/orientação da escola pública. O que dizer deste ping-pong político onde a educação, os professores e seus concursos foram a bola preferida? O que dizer de toneladas de legislações/orientações despejadas na cabeça das escolas? O que dizer das metas, dos exames, das cargas horárias, dos modelos de gestão, da instabilidade do corpo docente, dos programas, da falta de autonomia, da burocracia, da falta de condições físicas, da indisciplina, do desligar dos pais, etc, etc… O que dizer?

Mas para David Justino pelos vistos o mal está no professor…

Por que motivo não falou David Justino em tudo isto???

Afinal, o que faz correr David Justino?

David Justino: ideia de que toda a despesa em educação é investimento é uma treta

 (LUSA – via Jornal de Negócios)

David Justino diz que a indisciplina é um “problema circunscrito”. Ai é? 2

varrer para debaixo do tapete

Ontem foi apresentado o Estado da Educação pelo CNE referente a 2015. Em vez de vos maçar com 310 páginas de um relatório que basicamente faz uma compilação de dados já conhecidos, mas certamente deu muito trabalho, aponto as vossas energias para a introdução de David Justino.

Como o projeto aQeduto tem vindo a divulgar, os alunos portugueses estão entre os que têm maior percentagem dos que se sentem “felizes” na escola, que têm um bom relacionamento com os professores e onde é mínima a percentagem dos que se sentem “postos de parte”.

Por isso, este perfil é algo contraditório com as representações expressas pelos diretores escolares – reveladas pelo inquérito PISA 2012 – quanto à dimensão dos fenómenos de “indisciplina” e de “falta de respeito”. O problema não é exclusivo das escolas e dos alunos portugueses, encontra-se um pouco das suas expressões nos diferentes países europeus, só que se torna fácil ampliá-lo a partir de casos isolados, de experiências pessoais ou testemunhos dramatizados que transformam um problema circunscrito numa marca generalizada a todo o sistema de ensino.

Sobre a felicidade, o mesmo estudo indica que as crianças finlandesas são “infelizes” na escola…  confesso que estes dados deixam-me simplesmente perplexo levando o meu lado mais mauzinho a questionar a veracidade destes dados. Mas isto é problema meu.

O que me preocupa é a desvalorização que David Justino deu à problemática da (in)disciplina. Tirando o estudo que fiz o ano passado, não existem dados concretos sobre a indisciplina em Portugal dentro das escolas. Talvez o CNE esteja a realizar um estudo sobre o assunto e sabe coisas que nós ainda não sabemos. Se assim for estará de parabéns, mas caso assim não seja, David Justino tira uma conclusão perigosa dando a entender que existe muito fumo e pouco fogo.

O problema é que este fogo arde e arde bem… Lembro que em apenas 4,4% das escolas públicas portuguesas (50 mil alunos) ocorreram mais de 9000 participações disciplinares em 2014/2015 abrangendo quase 5 mil alunos, o que extrapolando para a totalidade das escolas ultrapassa as 200 mil participações disciplinares num só ano… Além disso, os encarregados de educação e diretores escolares apontaram no estudo ComRegras, a indisciplina como um dos principais problemas/áreas a melhorar na educação em Portugal. E se somarmos os últimos dados da Escola Segura (2014) chegamos à conclusão que temos um efetivo problema na escola pública.

( …)participações por violência em ambiente escolar que subiram de 4932 para 5361 (mais 429) – e que foram recebidas no âmbito do programa Escola Segura.(…)

Mas em Portugal é assim que se faz, a indisciplina é sistematicamente desvalorizada, criando nos professores uma sensação de orfandade pois não sentem o apoio das altas individualidades do sistema educativo, nem interesse em resolver o assunto. A indisciplina está associada a inúmeros fatores e causas, sem dúvida, sendo  uma das principais o varrer sistemático para debaixo do tapete.

De facto assim não vamos lá…

1º Estudo Sobre Indisciplina em Portugal com Dados das Escolas

A (in)Disciplina na Família

Palavra aos Diretores e Presidentes de Conselhos Gerais – Inquérito

Queixas por violência no namoro em meio escolar aumentam em 50% num só ano


Indisciplina(s) 3

aluno dormirO calor gostoso de fim de Verão inunda o gabinete. Os estores semi-corridos lançam no espaço pequeninos rectângulos de sol que brincam nos objectos da sala. O rapaz está sentado à frente da secretária, se é que se pode chamar “sentar” ao despropósito da figura. Recostou-se displicentemente na cadeira, o traseiro mesmo à beirinha, as costas curvadas como quem se esparrama num sofá imaginário, os braços puxados atrás repousam nas costas da cadeira. De vez em quando, a mão de unhas roídas ajeita distraidamente as madeixas, acamando-as para o mesmo lado e forçando o penteado da moda, como o telhado de colmo de uma palhota.

Olha com descaso e insolência o adulto à sua frente. O interlocutor apercebe-se do seu enfado e interrompe o fio da conversa para lhe perguntar: “não estou a incomodar-te com as minhas palavras, não?”

O rapaz cerra os lábios e levanta as sobrancelhas com impaciência. Depois responde aos solavancos, como se o próprio acto de falar o cansasse terrivelmente: “quer dizer, setor, tipo, eu acho que não é caso para fazer uma escandaleira dessas, quer dizer…”

“Ah, ok. Então deixa-me lá aqui fazer um apanhado da situação: ora bem, estamos na primeira semana de aulas e tu já tens três participações disciplinares. Hoje faltaste às duas primeiras aulas. Entretanto, quando chegaste à escola, com um atraso de quase três horas, envolveste-te numa briga com um outro aluno, agrediste-o violentamente, atiraste-o contra uma viatura estacionada lá fora, causaste danos na porta do automóvel e partiste o espelho do mesmo. É isto, não é?

O rapaz mexe-se na cadeira, com ar incomodado. “Iá. E então?”

O olhar de indignada reprovação do seu interlocutor não atenua a petulância do tom: “ok, ok, não tou a ver que seja uma cena tipo assim tão grave; tipo o brother fixolas, na dele, bora lá acabar com o drama, boa?”

“Bem, vou então ligar para o teu encarregado de educação, para ver se ele é da tua opinião. Vamos lá ver o que ele acha de ter de pagar pelos estragos que fizeste.”

O rapaz move a cabeça rapidamente para o lado, para ajeitar a melena da franja. Sorri com o canto da boca, num esgar carregado de sarcasmo e confiança. “Olhe, boa sorte aí. O meu pai anda a trabalhar no longo curso, por esta altura anda pelas Américas, só deve regressar lá para o fim do mês. A mãe anda a fazer turnos duplos no hospital, já não a vejo desde o fim-de-semana. Ligue, vá! Ligue à vontade!” – e estende-lhe o iphone com um gesto de irónica generosidade. “ Tá-se bem. Ela tem sempre o telefone desligado: ou está a trabalhar, ou está a dormir – e toma lá umas mer… cenas para conseguir adormecer, senão fica toda marada. Bem pode tar aí o dia todo… você é que sabe.” Fita o professor com um olhar directo, atrevido, a saborear a força da sua posição vantajosa.

Estar ali, naquele gabinete, ao fim da tarde, a sentir o escrutínio e a reprovação de alguém a quem não reconhece legitimidade enche-o de um imenso enfado e impele-o a resolver o assunto de uma vez por todas: “Olhe, isto agora a sério, os meus pais têm uma vida muito ocupada, não curtem ser incomodados com estas coisas, de maneira que fazemos assim: você diz-me quanto é a despesa do carro e eu trago-lhe o dinheiro e não se fala mais nisso. Pode ser? Ficamos assim? Eu cá acho melhor. Que se lixem os duzentos ou trezentos euros, são menos uns shots na discoteca ao fim de semana, não é? E ao menos não chateio os cotas e ficamos todos contentes, é ou não é?”

MC

Professora e autora do blogue Estendal


O “Profissional” abandonado | As crianças nervosas | O “crash” dos técnicos de educação especial | E o silêncio…

jornais

Hoje o jornal Público dá destaque à elevada taxa de abandono do ensino profissional, cerca de um terço. Confesso que não me surpreende, pois infelizmente o ensino profissional é visto por alunos e professores como a 2ª divisão do ensino em Portugal. Logo os seus constituintes são muitas vezes os alunos com perfis desviantes, com uma maior probabilidade de abandonarem a escola.

Existem excelentes exemplos de ensino profissional em Portugal. Essas escolas deviam ser utilizadas como um farol nacional, permitindo o salto qualitativo que este ensino precisa. Noutras porém o ensino profissional deixa muito a desejar, bem como algumas decisões da tutela que a seu tempo partilharei convosco.

Também no dia de hoje vem novamente a questão da medicação exagerada das crianças que têm problemas de atenção/concentração. A palavra exagerada é minha, pois apesar de não ser médico, 5 milhões de doses por ano é algo difícil de entender…

E ficámos também a saber que 70 % dos técnicos de educação especial desapareceram. A Escola Pública tem destas coisas… houve o boom dos professores de informática, houve o boom dos professores de espanhol e finalmente o boom dos técnicos de educação especial. Depois… depois houve o crash de todos eles… Porém, este crash na educação especial podia ser  evitado se não existissem 8 mil turmas ilegais segundo a Fenprof!

Por fim o espanto do PSD sobre o silêncio na educação. Não que esses senhores mereçam algum crédito por aquilo que fizeram no passado recente, mas desta vez não deixam de ter um bocadinho de razão.

Um terço dos alunos do profissional abandona os cursos antes do fim

(Clara Viana)

CNE preocupado com obsessão em medicar crianças para estarem mais atentas e sossegadas

(LUSA – via Público)

Escolas públicas perderam 70% de técnicos para educação especial

(LUSA – via Público)

Oito mil turmas ilegais por terem mais de dois alunos com necessidades especiais

(Clara Viana)

PSD não percebe silêncio de “protagonistas” face aos problemas na educação

(LUSA – via TSF)

“A vida não foi criada somente para vocês e suas famílias. Nós também queremos a vida e merecemos vivê-la.” 1

Nadia Murad, foi uma escrava sexual do estado islâmico e confrontou os líderes mundiais.

Ignorar não é a solução!

Estaremos a querer chamar a III Guerra Mundial?

Estamos a viver tempos desmedidamente tempestuosos, com demasiados individualismos e egocentrismos, que criam permanentes estados de “elevada” tensão.

Isto, vai-se notando a cada dia que passa, quer a nível dos indivíduos quer dos países, num tempo supostamente global e aberto a tudo e a todos, mas que nos fechamos e mais em reditos intransponíveis.

Toda uma época de solidariedade – palavra de difícil pronunciação e que até deixou de ter espaço – que foi sendo vivida desde os anos 50 últimos até início deste século se vem a esboroar, descontinuar.

Os nacionalismos no pior do que representam estão num crescendo assustador em muitos países, e a Europa é um vespeiro desta “praga”! A desconfigurarão de tudo o que se construiu no pós II Guerra Mundial, está-nos a empurrar e com excessiva força, para tempos demasiado turbulentos.

O aparecimento de “supostos salvadores” em várias latitudes, que mais de que Nacionalismo podem fundear Fascismos, está por todo o lado.

E, deveríamos todos e cada um, em vez de esconder/esquecer o passado para evitar repetir erros graves que foram cometidos e que nos aproximamos a reviver, antes, parar para ”pensar” – algo, hoje também totalmente em desuso – antes que seja demasiado tardio para o vir a fazer.

O presente é de facto para ser vivido, hoje, mas como somos os animais mais dotados que existem à face da Terra, devemos saber de facto fazer a diferença para todos os outros e conseguir discorrer, analisar, fazer pontes entre o passado e o futuro, e não só animalescamente “viver o dia de hoje”! Se não, o futuro, já amanhã, será muito pouco promissor!

E se estamos todos com “imperiosa “ vontade de repetir erros do passado que estão, aqui, latentes por todos os lados, e, caminharemos com demasiada ligeireza para uma III Guerra Mundial.

E tendo sido perguntado a Einstein o que acharia “se isto” viesse a acontecer, só sabia que a IV Guerra Mundial seria entre meia dúzia de humanos, com paus e pedras, dado tudo ter ficado “totalmente “ destruído.

Edergon na Turquia, está a tentar unificar um espaço turco difícil, pelo que se torna uma espécie de ditador em democracia, algo não exclusivo nestes tempos que estamos a viver, até entre países da apelidada União europeia. Hitler fez o mesmo.

Putin, tem como único fito – tique? – da sua actual existência, ser um Czar russo.

Trump que muito possivelmente será o próximo Presidente dos EUA – além de já ter cativado, hoje, uma boa metade da população da sua terra –  será a personificação de um doido à frente do maior país da Terra.

A União Europeia tornou-se um “bando” de países que já nem disfarçam, que têm políticas próprias e que colidem em tudo que possa ser uma União/unida, e cada um olha para seu interesse exclusivo, até tudo implodir, e por dentro. Algo que já aconteceu, por diversas ocasiões, antes dos anos 50 do século passado, mas como foi há décadas – parece milénios –  já ninguém se quer lembrar.

O Brasil, perdeu uma vez mais a noção de Democracia e vale tudo para fazer proporcionar o dinheiro vindo por formas menos legais, menos limpas, mais “sujas” e o poder está sem rei nem roque.

A China – dita comunista, mas na práctica capitalista –  está a tentar catalisar todas estas confusões em seu favor, tentando ser a sucedânea do que hoje “ainda” são os EUA.

Pessoas, que tiveram responsabilidades elevadas em supostos centros de decisão na União Europeia, prestam-se sem qualquer pejo a trabalhar para bancos, para “única e exclusivamente vender” o que sabem sobre os postos, que antes ocuparam.

A ONU está na fase mais decrescente, de ser um espaço que não se adaptou a esta realidade nada simples, e que se não houver jogos menos claros, virá no próximo ano a ser liderada por um português capaz, mas que não terá força, nem meios, para fazer o que deve ser feito.

E, neste estado de “coisas” se não “iniciarmos”  nos tempos muito próximos a tal III Guerra Mundial será um acaso ininteligível, mas, se continuarmos como estamos implodimos seja como possa ter ser , e, assim não estamos a fazer futuro, antes,  estamos a destruí-lo.

 E, a nem viver condignamente o presente, até por descartamos tudo o que nos “faz” humanos, como os relacionamentos genuínos entre pessoas – que muito substituem por outros animais, nossos inferiores, ditos de estimação – o respeito, a família, tudo!

Augusto Küttner de Magalhaes