O momento ZEN do nosso Ministro da Educação… 1

Quando a anormalidade se torna tão normal, achamos que tudo vai bem, mesmo quando a normalidade é um mero copy paste da anormalidade de anos anteriores…

Capa JN

Capa I

Lusa

E a normalidade da municipalização escolar que está a avançar…

E a normalidade da indisciplina que continua a reinar…

E a normalidade do congelador que nunca mais se desliga…

E a normalidade de ter um corpo docente envelhecido e de já quase não existirem professores abaixo dos 30 anos…

E a normalidade do número de alunos por turma que nunca mais diminui…

E a normalidade da autonomia escolar que nunca mais se torna real…

E a normalidade da democracia que continua amputada por este modelo de gestão escolar…

E a normalidade da precariedade de milhares de professores contratados que continua…

E a normalidade da carga letiva dos alunos que continua a ser uma das mais altas da Europa…

E a normalidade da aposta no modelo de escola a tempo inteiro, em vez de família a tempo inteiro…

 

E podia ficar aqui a noite toda…

Viva a (a)normalidade…!!!


Santana Castilho – Para os pais que não são professores, isto pode ser difícil de entender

O artigo tem 1 ano, foi publicado no jornal Público e infelizmente continua tão atual.

Para os pais que não são professores, isto pode ser difícil de entender

santanaÉ real e de conhecimento pessoal. Tem 53 anos, 26 de profissão a que se entregou com amor, hoje cansado. Estava efectivo a 160 quilómetros diários (80 para lá e 80 para cá) da casa onde vive com duas filhas. Concorreu para mudança de quadro de escola, para se aproximar da residência. Conseguiu colocação numa escola 40 quilómetros mais perto (20 para lá e 20 para cá). Dois dias depois, o absurdo caiu-lhe em cima: a escola onde o colocaram não tem horário para ele. Alma angustiada, empurraram-no para a dança macabra da “mobilidade por ausência de componente lectiva”, que pode terminar em “requalificação” e despedimento.

Está apresentado. É um dos muitos, com vidas adiadas. Algumas, para sempre! É professor.

Daqui a dias vai falar-se, muito, do costume: das crianças que voltam às aulas, do que os pais gastaram para lá as pôr e das escolas que ainda não abriram. Não se falará, certamente, da situação profissional dos professores.

São muitos os estudos que têm procurado estabelecer o impacto das condições de trabalho na saúde física e mental dos profissionais. Esse impacto, em organizações humanamente evoluídas, é também assumido como um dos indicadores determinantes do grau de eficácia das organizações. Claro está que não estou a falar do nosso ministério da Educação, para quem pouco importa que cresçam exponencialmente os níveis de ansiedade dos professores e diminuam os que medem a motivação profissional. É outra a eficácia que atrai o interesse do ministério.

O stress ocupacional crónico (desequilíbrio entre as exigências e a capacidade de lhes responder) está genericamente presente na classe dos professores e pode originar o chamado burnout, entendido como um estádio continuado de fadiga física e psicológica. Sendo um problema das pessoas, é, antes, um problema do clima social criado e das organizações para as quais as pessoas trabalham.

Um pouco por toda a parte, é a insuspeita OCDE que o diz, os professores apresentam índices de mal-estar superiores, quando comparados com outros profissionais. A Organização Internacional do Trabalho classificou a profissão como de risco físico e mental e os que lidam de perto com os professores portugueses identificam níveis consideráveis de exaustão emocional, face ao aumento de situações problemáticas e desagradáveis, designadamente impotência para reagir e resolver perturbações de comportamento por parte dos alunos, e conflitos importantes de compatibilização da vida profissional com a vida pessoal e familiar.

Há dias, noticiava-se num telejornal que os médicos do hospital de Faro estavam exaustos. Motivo? O aumento sazonal da população estava a obrigá-los a 48 horas de “banco” por semana. É fácil avaliar o nível de responsabilidade que se abate sobre um médico, particularmente em serviço de urgências. Não é difícil admitir que os médicos têm limites humanos e que tal stress imposto diminui, forçosamente, a capacidade para responderem ao que lhes é pedido. Se, genericamente, não terei dificuldade em ganhar apoiantes para o que acabo de afirmar, o mesmo não direi quando a reflexão analisa os níveis de responsabilidade, stress e carga de trabalho a que os professores estão sujeitos.

As referências habituais à carga de trabalho dos professores raramente procuram perceber a influência que ela pode ter na qualidade das aprendizagens dos alunos e no contributo que dá (ou não dá) para o seu processo de desenvolvimento humano. Outrossim, quase sempre se centram em comparações injustas e descabidas, a maior parte das vezes movidas por essa chaga que é a inveja social. E por aqui chego ao que deu título à crónica de hoje. Estava no blog de Diana Ravitch, que muitos professores conhecerão. Não sei eu, nem sabe ela, quem foi o autor. Mas é uma bela proposta. Pode ser que muitos pais portugueses a aceitem, quando em breve voltarem a levar os filhos à escola. Reza assim, em tradução livre:

“Cinco dias por semana, ensinamos os vossos filhos./Significa isso que os educamos./ Que brincamos com eles./ Que os disciplinamos./Que nos divertimos com eles./ Que os consolamos./ Que os elogiamos./ Que os questionamos./Que batemos com a cabeça na parede por causa deles./ Que rimos com eles./ Que nos preocupamos com eles./ Que tomamos conta deles./ Que sabemos coisas deles./ Que investimos neles./ Que os protegemos./ Que os amamos./Todos nos deixaríamos matar pelos vossos filhos./Não está escrito em lado nenhum./ Não faz parte do manual do professor./ Não vem citado nos nossos contratos./ Mas todos o faríamos.

Por isso, por favor, hoje à noite, dêem aos vossos filhos, sim, um abraço muito, muito apertado.

Mas na segunda-feira, se virem os professores dos vossos filhos, abracem-nos também a eles.”

Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt) 


8 anos congelados – O amor à camisola é muito bonito mas não paga contas… 3

dinero-congelado-1024x500Terminou hoje a contagem decrescente que iniciei no mês passado para os 8 anos de carreira congelada.

Não vou ser hipócrita e dizer que não penso em dinheiro e que trabalho apenas por amor à camisola e que o mundo é cor-de-rosa, puro e fofinho… Tenho ambições pessoais e quero dar o melhor à minha filha, e o amor que tenho por ela só por si não lhe assegura o futuro…

Ser professor é vestir uma das camisolas mais nobres que existem. Acredito que este orgulho é um sentimento partilhado pelos meus colegas e apesar de ultrapassarmos as nossas competências e responsabilidades diariamente, também nós temos vidas para além da escola, dívidas para pagar e objetivos pessoais e familiares que gostaríamos de satisfazer.

Falar sobre dinheiro não devia ser tabu e o objetivo de ter uma vida melhor e de realizarmos os nossos sonhos, enriquecendo se possível através do nosso trabalho, honesto e dedicado, não devia por em causa a nossa honorabilidade. Mas num país que tem tantos desempregados e que tantos vivem abaixo do limiar da pobreza, dizer o que acabei de dizer fica mal. O nivelamento por baixo é uma prática comum e a máxima “só estou bem se os outros estiverem tão mal como eu” revela a pequenez da nossa mentalidade.

Sei bem os privilégios que tenho quando me comparo com os outros, mas também sei as expetativas legítimas que tinha quando ingressei na carreira. Aliás, o motivo pelo qual eu e tantos como eu abandonámos a nossa cidade/vila/aldeia foi com o intuito de melhorar as nossas vidas. Uma década depois, houve uma evolução, mas uma evolução no sentido contrário ao pretendido… E não há nada pior que mudar as regras do jogo queimando planos a curto, médio e ao ritmo que isto vai, longo prazo.

O quadro que se segue mostra os anos de congelamento. Estamos a falar em pelo menos dois escalões, acrescidos da inflação, do aumento brutal de impostos (IRS, Segurança Social, etc), da contribuição para a ADSE e dos cortes nos vencimentos. Mas pior do que tudo isto, é não existir uma data, uma luz ao fundo do túnel, uma mensagem de esperança que nos motive e faça acreditar que o pior já passou. Esta incompetência ao nível da inteligência emocional que este e anteriores governos apresenta(ra)m é de um amadorismo atroz, ao nível do seu desempenho.

congelados

Créditos SPN

Quando tanto se fala na motivação docente e na importância que essa tem para a melhoria da educação em Portugal, o reconhecimento da responsabilidade, importância e competência dos professores devia vir refletida nos seus vencimentos. Palmadinhas nas costas não pagam dívidas e medalhas de orgulho de pouco valem quando precisamos mudar de carro e não há dinheiro para o pagar…

Mas isto não é só pedir… a inclusão da palavra competência no parágrafo anterior, não foi por acaso. Exigir condições laborais implica também estar disponível a melhorar o nosso desempenho. E melhorar o nosso desempenho passa obviamente pela formação/avaliação. Já muitos tentaram avaliar os professores e o resultado foi sempre negativo. Não concordo com o modelo de avaliação vigente, trata-se de uma não avaliação e uma não avaliação não é benéfica para ninguém. Não somos todos iguais, uns são melhores outros são piores, é assim em todo o lado. A antiguidade não pode ser o único fator de progressão, é redutor, não nos dignifica e estou claramente contra os sindicatos e colegas que a defendem.

É preciso descongelar a carreira mas também é preciso estar disponível a abrir as portas da sala de aula numa perspetiva formativa e não punitiva. Avaliar os professores não pode ter como principal intuito “castrar” a progressão na carreira com cotas discriminatórias. Essa avaliação precisa de ser feita por avaliadores formados especificamente para essa função e no local onde se verifica a competência de um professor -a  sala de aula.

Os próximos meses vão ser férteis em negociações para a elaboração do próximo orçamento de estado, nada vai mudar, mas ao menos que se abram as portas da esperança a curto/médio prazo, com ou sem geringonça…


Respeitar os professores é dar-lhes tempo para fazerem as malas… 3

malaAno após ano, Ministro após Ministro, Governo após Governo, a colocação de professores é sempre um tema de início de ano letivo e que serve de barómetro ao desempenho do Ministro em exercício.

Em janeiro, pela voz da Secretária de Estado, foi dada a conhecer a intenção do Ministério de educação colocar os professores mais cedo, ou seja, a própria tutela reconheceu aquilo que é visível a olho nu, sem palas laranjas, rosas, vermelhas ou azuis, mas mais uma vez se confirma o provérbio “de boas intenções está o inferno cheio”.

O “monstro” que tão bem foi apelidado por Nuno Crato teima em não ser domado, desta vez, os “coices” começaram a sentir-se com a mobilidade por doença e pelos vistos foram suficientes para deixar desorientado o seu “domador”…

Quando se fala em colocações a 28, 29, 30 ou 31 de agosto – e já nem falo na obscenidade cometida em 2014, quando as listas foram publicadas a 9 de setembro – estamos a falar de uma margem ridícula para encaixotar parte de uma vida e partir. Para trás fica sempre uma despedida difícil e os quilómetros que se galgam ficam marcados pela pergunta… “Valerá a pena tudo isto?”

Vale?

Não se faz, não é justo, não é digno e é violador daquele que devia ser o principal pilar social, a família. Por mais anos que passam não fica mais fácil, fica mesmo mais difícil e ainda recentemente tive conhecimento de mais um casal que foi vítima da tômbola dos concursos de professores.

O início do ano letivo não pode continuar a ser marcado pelas “malas” dos professores. Respeitar uma das classes profissionais mais importantes do país (e que me desculpem as restantes), passa obrigatoriamente por respeitar a pessoa que mora por detrás da máscara do professor e para isso, temos de uma vez por todas, de parar com esta instabilidade de contratos que violam as orientações europeias e colocações em cima do joelho que fazem sangrar famílias, ano após ano.

Que todos os currículos de luxo que habitam na 5 de outubro consigam descobrir a receita para antecipar em pelo menos 15 dias a colocação dos professores. Não estamos a pedir a solução para a crise económica ou a cura para o cancro, estamos apenas a pedir que deem tempo a quem precisa de tempo… Será assim tão difícil???

Boa sorte a todos os que estão na tômbola 😉

P.S- encontrei este comentário numa página de Facebook que vai ao encontro do que referi.

Comentário Alexandre Martinho


Prendas de editoras e pelos nas palmas das mãos…..

“Honestos, honestos são os que tem pelos nas palmas das mãos….”

palma da mãoCresci a ouvir esta frase, dita como piada pela minha mãe, professora de biologia. Usava-a, muitas vezes, para chamar a atenção de que a virtude da honestidade não é um estado que se adquire e não se perde mais, mas um processo que se aprende.

Não se adquire tal condição por meios naturais. É-se honesto em cada dia da nossa vida, fazendo as escolhas face às circunstâncias concretas. Assim, ninguém está acima de qualquer suspeita e a honestidade não está fisicamente marcada: é um ato voluntário de aperfeiçoamento. Ter pelos nas palmas das mãos será, pelos vistos, biologicamente impossível e, por isso, no limite, a frase tenta uma piada. No seu modelo de biologia humanista, o que a minha mãe queria dizer com a frase, é que não há puros ou impuros. Todos podemos cair na desonestidade, se nos desleixarmos de a construir no dia-a-dia. Porque nunca teremos os tais pelos

Lembrei-me disto a propósito da reportagem da semana passada do jornal Correio da Manhã (que calculo também tenha passado na televisão, a que não tenho acesso) com direito a editorial, sobre prendas aos professores por causa da escolha dos manuais. Quem conhece a realidade (e creio que posso alegar esse conhecimento, tendo sido livreiro 2 anos, diretor de escola, 6, e professor há 21), terá de dizer que o Correio da Manhã só arranhou a casca do problema.

O mercado dos livros escolares é um oligopólio (tem 2 ou 3 agentes que dominam mais de 2/3 ou mais das vendas) e isso inquina tudo. A presença de mecanismos de escolha por entidades públicas inquina mais. E o processo concreto de escolha dos manuais agrava o problema. Sem maçar ninguém, diria que é um daqueles casos de maus efeitos atomizadores de decisões, fruto da falsa autonomia, em que a vida das escolas é tão fértil.

Manual escolarProclamar a autonomia das escolas é bonito para os políticos e, por isso, cada agrupamento pode escolher os seus manuais. Mas, depois, o processo não é, nem pode, ser preparado para que haja consistência e tempo para a análise racional exaustiva. Uma reportagem certeira iria verificar como é feita a escolha (que foi há uns 2 meses e não agora, como a reportagem do CM parece não ter percebido).

Não tenho preconceitos, assumo que leio muitas vezes o CM e que, descontados excessos que me chocam (e de que até já me queixei noutro assunto formalmente), não desvalorizo o papel, para a liberdade, de um jornal popular, que levante questões de forma direta e sem grandes pruridos. Não é a minha fonte única de notícias (abençoado café, onde generosamente leio tudo o que quero….) e confio que o meu sentido crítico, não me abandona quando se entusiasmam, por lá, como justiceiros e perdem o pé com os olhos raiados do vermelho do grafismo.

Prendinhas, prendas, impedimentos e prisões morais

(mais…)


Resposta ao CM – As prendas aos Professores 8

presenteCaro Correio da Manhã, todos nós estamos habituados ao estilo sensacionalista que tanto sucesso vos tem trazido e vos tornou líderes de audiência, mas o facto de serem líderes não vos dá o direito de caluniar toda uma classe profissional.

Falemos então de prendas, não de cadernos, post-its, manuais de trabalho, pastas de qualidade duvidosa ou agendas com calendário atualizado, essas estão ao nível do tapume para carros, ou sacos plásticos com publicidade de quem os fornece e se isso é ser corrompido então ponham-se na fila…

Mas existem outras prendas, prendas verdadeiras… que com jeitinho, até podiam estar ao lado das vossas manchetes hardcore, mas por desconhecimento ou esquecimento seletivo não vos ocorreu, mas terei todo o gosto em partilhar convosco…

Prenda nº1

Professor abandona família e viaja 300 km para a sua nova escola.

Prenda nº2

Professor é explorado por senhorio com renda inflacionada e sem recibo.

Prenda nº3

Professor gasta centenas de euros todos os meses em deslocações para o seu local de trabalho.

Prenda nº4

Professor compra o seu próprio material de trabalho: canetas, cadernos, borrachas, etc…

Prenda nº5

Professor oferece materiais/roupas e até visitas de estudo a aluno carenciado.

Prenda nº6

Professor compra computador para poder realizar o seu trabalho, pois as escolas não têm computadores suficientes e/ou eficientes.

Prenda nº 7

Professor utiliza a sua eletricidade, tinteiros, folhas, internet,etc, para preparar aulas e testes.

Prenda nº 8

Professor paga do seu bolso para fazer formação creditada.

Prenda nº 9

Professor abdica do seu tempo pessoal e familiar em prol dos seus alunos.

Certamente perceberam que estas prendas não são recebidas, são dadas e existem muitas mais que quem respira escola sabe do que estou a falar.

Da próxima vez que quiserem fazer uma notícia bombástica não se fiquem pelas fontes anónimas, digam as escolas, as editoras e já agora os professores que receberam tão ilustres prendas. Como não o fizeram, serão apenas mais uns que atiraram a reputação dos professores para a lama. E depois surgem as notícias de indisciplina e de pais que se atiram literalmente aos professores. São estas atitudes que nos tiram autoridade…

E assim surge a prenda nº 10…

Professores dão sempre boas manchetes e a educação é um negócio muito rentável, inclusive para o jornalismo…

Editoras oferecem iPad e máquinas fotográficas para convencer docentes a adotar manual.

(Débora Carvalho)

*Para quem não é subscritor do CM pode ver a notícia aqui (créditos Luís Cansado)

Existem 79 mil alunos com NEE. “Estamos contentes com esta estatística?” 1

A pergunta é do Diretor Filinto Lima, presidente da ANDAEP, e é de todo pertinente. Os números são claramente alarmantes, tendo ocorrido um aumento de 5% relativamente ao ano letivo 2014/2015. O artigo escrito para o jornal Público merece leitura atenta.

Quo vadis, Educação Especial?

Filinto LimaA Educação Especial (EE) destaca-se no panorama educativo nacional, atendendo ao número de alunos, professores, técnicos especializados e funcionários que envolve, bem como os recursos físicos e materiais associados.

O número de alunos com necessidades educativas especiais (NEE) a frequentarem escolas regulares de ensino, aumenta ano após ano, parecendo existir relativo descontrolo quer por parte do ministério da Educação, quer por parte das escolas com dificuldades em suster esta evolução desmesurada.

Em 2014/15 existiam nas escolas do Continente 75.193 alunos com NEE e, curiosamente, só 5% na Educação pré-escolar (EPE), aumentando exponencialmente esse valor no ensino básico, logo no 1.º Ciclo (30%).

A que se deve tamanha discrepância em idade tão nova?

Por um lado, a não frequência da EPE origina que só mais tarde sejam diagnosticadas situações merecedoras da atenção e acompanhamento da EE; pena é que a Intervenção Precoce – com falta de recursos – não consiga sinalizar, nem as equipas médicas especializadas nestas áreas, numa altura anterior, de modo a prevenir situações que verificadas mais tarde, dificilmente terão solução plausível.

Também o meio em que se inserem estes jovens dificulta o desenvolvimento das suas baixas capacidades intelectuais, não lhes tendo sido proporcionadas oportunidades e experiências enriquecedoras. O Estado, através do ministério da Educação e da Segurança Social, deve cuidar melhor desta franja da população, e colocar ao seu dispor meios e recursos suficientes para uma integração efetiva, por forma a que o seu percurso escolar seja o mais regular possível.

As famílias necessitam estar mais atentas e investir em atividades estimulantes na infância. Quantas vezes, estas situações são só detetadas na altura da entrada para a EPE, aos 4 ou 5 anos? A situação socio económica não ajuda em nada a prevenir estes casos; os pais devem proteger os seus filhos e exigir ao Estado aquilo que este pode e tem obrigação de dar.

Contudo, dos alunos com NEE, 23% frequentam o 2.º e 29% o 3.º Ciclo. Julgo que se trata de um número muito elevado, mas o certo é que a maioria destas crianças não é intervencionada precocemente e, logo que chegam à escola, num ciclo posterior, são sinalizadas.

É essencial trabalhar os precursores para a leitura e escrita formal com tempo e critério, pois são estes os alunos que chegam ao 1.º ano e não vão ser capazes de ler, nem de escrever, e essa situação continua ao longo do 1.º Ciclo. Quando começam a mecanizar o processo de leitura ainda não são competentes, uma vez que não compreendem o que lêem (a leitura é mecânica e com muitos erros) e é uma bola de neve – nesta altura, se não foram elegíveis antes, são referenciados; o certo é que já se encontram tão distanciados do currículo normal logo no 1.º Ciclo que é quase inevitável a entrada na EE para trabalhar áreas específicas, até porque o apoio educativo é escasso, não há trabalho diferenciado efetivo, estruturado, devidamente fundamentado e específico com estes alunos, nem projetos ou programas que combatam esta realidade. A problemática adensa-se e parece a todos que se torna permanente… 

Existem alunos mal avaliados que entram para a EE por diversas pressões, pois não se dá tempo para ver progressos, os apoios são insuficientes…por muitas outras razões.

A legislação prevê diversas medidas de promoção de sucesso escolar, que se aplicadas rigorosamente, poderiam evitar a entrada na EE destes jovens. Contudo, a falta de recursos humanos para colocar em prática as medidas preconizadas, e neste caso concreto, de forma mais individualizadas possível, origina que todos os anos o número de alunos com NEE não pare de crescer. No ano escolar que agora termina, existiu mais 5% de alunos, relativamente ao ano anterior, situando-se em termos absolutos em cerca de 79.000 alunos. Estamos contentes com esta estatística?

Professor/Diretor

*sublinhados são da minha autoria.

 


Um professor de ensino básico e secundário pode ser Ministro da Educação? 8

Nem tudo o que tem sido esta destruição da Escola pública passa pela política de subsídios. Foi claro ao longo dos últimos 15 anos uma aposta na destruturação da carreira docente e no ataque à dignidade profissional dos professores, a obsessão até na humilhação de uma classe laboral. Recorde-se o que foi a campanha de descredibilização pública dos professores levada a cabo nos governos de José Sócrates, que foi prosseguida com igual afã no executivo liderado por Pedro Passos Coelho. Não é assim por acaso que os novos licenciados têm fugido de integrarem a carreira docente pública. Tanto isso é verdade que é sabido que são menos de meio milhar os professores que têm menos de 30 anos e leccionam no sistema público.

É aos professores que compete dar alma, dar substância ao sistema de ensino. Sem professores que se sintam dignificados e respeitados no desempenho da sua profissão não há ensino que funcione e que seja um investimento no futuro. Ora, um país que não investe no ensino público e que não investe nos seus professores, é um país que não aposta no futuro. Um país sem um sistema de ensino público sólido não tem futuro, nem crescimento económico, nem desenvolvimento social. Pode até ser considerada uma visão romântica e antiquada, perante os que cantam hossanas à mercantilização da vida, mas sem um sistema de ensino público digno e estruturado não haverá investimento no futuro, nem aposta em ter cidadãos capazes de assegurarem o futuro.

Carregar aqui para ler todo o artigo da São José Almeida ao jornal Público

perfilLi todo o artigo mas foi esta parte final que mais cativou a minha atenção, não só pela sua objetividade mas principalmente pela identificação com tantos e tantos estados de espírito que reinam nas salas de professores.

Existe a ideia que a classe docente é desprestigiada pela população geral. Não é verdade! No meu recente estudo sobre (in)disciplina na família os encarregados de educação reconheceram a competência dos docentes com uns inequívocos 69,2% quando questionados sobre o que mais gostavam da escola do seu educando. É um facto!

São José Almeida levou e bem, a questão para os últimos governos, mas eu quero ir um pouco mais além e levar a questão para a escolha do próprio Ministro da Educação. Qual a razão para nunca se escolher um professor de ensino básico ou secundário no ativo para Ministro da Educação?

Vamos lá ver…

Falta currículo? Com tanto mestrado, doutoramento, pós doutoramento e mais não sei quantos pós qualquer coisa que há, certamente que se iria encontrar um professor com umas quantas páginas de currículo à la carte

Falta o conhecimento da realidade? Se dá aulas todos os dias certamente que não haverá nenhum candidato mais adequado…

Falta qualidades de liderança e de trabalho? Quem lida com 100,200, 300 alunos por semana e ultrapassa a sua carga laboral semanal, certamente que era capaz de gerir o suposto “monstro” da 5 de Outubro…

Faltam cartões de militância partidária? Não devia ser um critério, ou até mesmo o principal critério, mas deixemo-nos de demagogias. Laranjas, rosas, azuis, vermelhos… há de tudo na escola.

Então afinal o que é??? Sim, ajudem-me lá que estou de férias e o processador está em período “zen”, qual o motivo para nunca escolherem um professor no ativo para Ministro?

Espera lá…

Será que existe algum estigma contra o ensino não superior? Será que é preciso estar a lecionar em Universidades para se ter o estatuto necessário para ser Ministro? Será que a prática de anos e anos no terreno, de quem respira escola a cada inspiração diurna ou noturna, não vale mais que muitos teóricos que “cantam umas prosas bonitas” no superior?

Será que a valorização dos professores não deveria passar também por aí? Que melhor mensagem para a população em geral e que melhor base de apoio poderá ter um Ministro da Educação?

Esta reflexão não é uma indireta a Tiago Rodrigues, ele é apenas mais um ato de nomeação “monárquica” que existe na educação. A crítica é a todos os Primeiros que deviam dar mais crédito a quem é gregário todos os dias e leva com o embate das fraquezas da escola pública…

Estes gregários mereciam mais respeito e esse respeito podia passar pelo reconhecimento e valorização do seu trabalho que está congelado há quase 8 anos. Pois… É que o dia 30 está já aí…

FALTAM:


Um País Amador quer Medalhas Profissionais 29

«Claro que ficava muito mais feliz com o ouro, mas não, não estou triste com o 9.º lugar. Aos meus pais devo o estar no Rio, o apoio emocional e financeiro. E ao meu treinador, aos meus colegas de treino. Sem eles era impossível. Pode ser que depois disto as coisas mudem, se comece a olhar para o taekwondo e comece a haver condições… Só vou aos próximos Jogos se houver condições. Se não houver é impossível chegar a algum lado. Podia voltar a pedir aos meus pais apoio, mas isso não. Claro, o que estou a dizer tem a ver com patrocínios, com apoios. Porque não vou voltar a fazer as coisas à maluco como nestes últimos dois anos», disse no final.

Rui Bragança

medalhasUm país que está a anos luz das infraestruturas desportivas de outros países, quer medalhas olímpicas…

Um país que só pensa em futebol, quer medalhas olímpicas…

Um país que tirou horas à disciplina de educação física, quer medalhas olímpicas…

Um país que retirou a educação física da média para o ensino superior, quer medalhas olímpicas…

Um país que despreza a educação física no 1º ciclo, quer medalhas olímpicas…

Um país em que os principais eventos do desporto escolar encaixotam professores e alunos em salas de aula para dormir, quer medalhas olímpicas…

Um país onde os alunos têm cargas letivas brutais e para conciliarem a prática desportiva são obrigados a chegar a casa às 20, 21, 22 horas e ainda têm que ir estudar para o teste que aí vem, quer medalhas olímpicas…

Um país onde a maioria dos professores e pais não tem cultura desportiva, onde se marca aulas e testes em cima dos treinos do Desporto Escolar, quer medalhas olímpicas…

Um país que não gosta de desporto, gosta do “palco”, da festa, do sucesso, e prefere passar horas a discutir se foi ou não penalti, quer medalhas olímpicas…

Um país em que são os pais a suportar as despesas do sonho olímpico desde tenra idade, quer medalhas olímpicas…

Um país em que os seus atletas viajam em “low cost”, dormem nos aeroportos, são completos amadores, quer medalhas olímpicas…

Olhem para a Espanha, olhem para os Estados Unidos, olhem para Inglaterra, olhem para tantos outros e depois questionem-se se realmente queremos medalhas olímpicas…

Olímpicos, ignorem a ignorância e o ruído, sois o verdadeiro exemplo de amor à pátria e cada lágrima, cada gota de suor é cristalina, pura e honesta. Sois uns heróis e quem tem dois dedos de testa tem noção do que abdicaram para chegar onde chegaram. O meu/nosso muito obrigado!

 

«Nós não precisamos de muito em Portugal. Basta uma pequena ajuda. Falta o reconhecimento, a aposta. Se essa aposta existir… Sem apoios temos os resultados que temos. Eu sou campeão da Europa, o Júlio [Ferreira] é campeão da Europa, temos o número quatro do mundo, eu sou o número três olímpico. Imaginem se tivermos apoios».

Rui Bragança

Rui Bragança avisa: «Não peço mais dinheiro aos meus pais»


O ComRegras vai de férias, mas fica uma última mensagem… 1

congelado

Estou, estamos, muito cansados… e é preciso desligar da corrente para recarregar a bateria para novo ano letivo que se avizinha muito duro. Não vou fazer mais um texto ao estilo muro das lamentações e que normalmente os professores “bebem” com relativa rapidez, tal não é a ânsia de encontrar algo que se assemelhe ao seu estado de espírito. Mas antes de ir quero deixar um marco para que todos os que aqui passam saibam (se é que ainda não sabem) a data que se avizinha.

Estou a falar do número 8, mais propriamente 8 anos, 8 anos de carreiras congeladas para os professores, o que sem grandes cálculos equivale(ia) a dois escalões na escalada salarial. É uma diferença significativa na vida de muitos milhares e convém lembrar discursos que foram proferidos, promessas que foram feitas e que ano após ano, o congelador permanece ligado e que fique em ata que quem está no interruptor já não é a Troika.

Não esqueço os que estão desempregados, os que permanecem contratados, os que não são professores e por diversas vezes fiz “justiça” à vossa situação, mas a data que se aproxima e a conjuntura política obriga a esta referência, permitam-me esta inclinação…

Chega de ignorar este assunto como somenos, trata-se do reconhecimento do nosso trabalho e da sua valorização. Devemos TODOS lembrar, partilhar, mostrar, esta contagem decrescente, para que o silêncio não impere, o silêncio não desvalorize, o silêncio não oprima e o silêncio não quebre…

BASTA! Queremos uma carreira digna, reconhecida social e economicamente, valorizando os que mais e melhor trabalham.

 

Boas férias 😉


Em 10 anos aumentou a relação de alunos por professor.

Uma pequena pausa nas férias para dar destaque ao artigo que saiu hoje no jornal Público –Escolas públicas perderam quatro vezes mais professores que as privadas. O ComRegras foi o primeiro a fazer referência a esta situação no passado dia 28 de julho, tendo inclusive apresentado um gráfico comparativo.

evolução professores 2004_2014

Os resultados são claros e apesar de serem ligeiramente diferentes do jornal Público (eu incluí todos os níveis de ensino), prova-se que o ensino privado não sofreu as mesmas dores do ensino público e que no mandato de Isabel Alçada, o ensino privado até cresceu com relativa pujança enquanto o ensino público não recuperava e muito menos crescia tendo em conta os níveis de 2004/2005.

Como disse ao jornal Público (essa parte não saiu), naturalmente que as premissas pelas quais se regem as escolas públicas e privadas não são iguais, e os estatutos sócioeconómicos dos alunos são claramente diferentes. Não é por isso de surpreender que a “crise” tenha demorado a atingir o ensino privado, ainda para mais quando os contratos de associação mantiveram um fluxo de alunos do ensino público para o privado.

Mas a questão central é que a Educação continua a ser vista como um mau investimento e os professores uma classe que carrega todo o mal que tem sido feito à escola pública. A questão demográfica, apesar de real, tem sido uma cortina de fumo aplicada vezes sem conta, mas mesmo com essa redução foi possível aumentar o número de alunos por professor. É tudo uma questão financeira…

evolução relação prof_aluno 10anos

Menos alunos por professor é o primeiro fator para aumentar o sucesso escolar e reduzir os elevados índices de indisciplina que existem em Portugal, e isso meus caros é senso comum que qualquer encarregado de educação, professor, funcionário ou aluno vos dirá.

Por fim uma palavra ao jornalista Samuel Silva e naturalmente ao seu jornal por ter dado o devido destaque a esta matéria, pois este foi um assunto que passou despercebido inclusive nesta casa. Apesar das críticas que o Público recebeu com a matéria dos contratos de associação, este é claramente o jornal que mais destaque dá à Educação preocupando-se em fazer investigação na área. Que assim continue!

Ficam alguns excertos das notícia e o meu breve comentário que podia ter sido dito por qualquer professor do ensino público.

Estes são números que não surpreendem o líder da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva, uma vez que, nos últimos anos, foram tomadas medidas “específicas das escolas públicas” que contribuíram para esta situação. São disso exemplo o encerramento dos estabelecimentos do 1.º ciclo com menos de 25 alunos, a criação de agrupamentos de escolas e o aumento do número de alunos por turma, que contribuíram para a redução do número de docentes.

Filinto Lima, da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), acrescenta ainda como explicação as medidas de austeridade aplicadas sobre a função pública. Os cortes nos vencimentos, o aumento da idade da reforma e o congelamento das progressões levaram muitos professores a saírem do sistema — pedindo a pré-reforma ou mudando de profissão — mais cedo do que seria expectável. “Saíram desiludidos e alguns deles ainda tinham muitos anos para dar”, sublinha Filinto Lima.

Mesmo sem recorrer a estes números, o presidente da ANDAEP refuta que a demografia seja a explicação para a redução do total de docentes: “O que aconteceu é que os professores estão a trabalhar mais tempo do que antigamente.” “Quem anda nas escolas sabe perfeitamente que esta não é apenas uma questão demográfica”, acrescenta Alexandre Henriques, professor e autor do blogue Com Regras. “Nós continuamos a ter turmas grandes e temos muito mais trabalho.”

Continuação de boas férias. 😉


Em 15 anos o Ensino Profissional aumentou 374%… Querem mais? 2

Estive a esmiuçar novamente o documento sobre os números da educação em Portugal e é engraçado analisar alguns dados tendo como pano de fundo a opinião generalizada e que é formatada à conveniência de alguns.

Refiro-me ao ensino profissional e aos objetivos que estão estabelecidos para colocar 50% dos alunos nessa via. A insistências dos discursos levam a pensar que  é viável atingir esses valores, mas nada como números oficiais para conhecer a realidade…

matriculados ensino secundário

Se repararem no quadro acima, no quadradinho a vermelho, constatamos que 203790 alunos frequentam o chamado ensino regular, o equivalente a 51,7% de toda a oferta formativa. Quando se fala na aposta do ensino profissional é importante que se saiba que 29,1% frequenta cursos profissionais e 48,3% dos alunos já frequenta percursos alternativos ao ensino regular.

A realidade da industrial portuguesa e a atual taxa de desemprego provam que não é possível absorver tantos alunos  via profissional, então por que razão o valor de 50%? 

(Apenas um à parte, seria interessante conhecer a opinião das faculdades quanto ao objetivo estabelecido, pois com tantos alunos na via profissional e sabendo nós que a maioria não segue a via superior, o seu sustento era capaz de ficar um bocadinho comprometido…)

Estes cursos são financiados pela União Europeia, dantes era através do POPH, agora é através do POCH. Quantos mais alunos financiados por estas entidades melhor para o orçamento de Estado, e como temos verificado, a questão financeira está claramente acima da Educação propriamente dita. Não se trata da teoria da conspiração, trata-se de analisar dados e conhecer de forma superficial a escola e a sociedade portuguesa.

Vejamos agora quantos alunos concluíram o ensino via cursos (profissional) e via regular? Vejam o gráfico.

Cursos profissionais

Em 2014/2015, concluíram o ensino via regular 51,9%. Acham muito? E via puramente profissional, aproximadamente 30% (28,7%). As taxas de sucesso estão muito próximas aos números de matriculas e não é isso que está em causa. O relevante do quadro em cima é provar que a aposta no ensino profissional explodiu nos últimos anos e que já atingiu números difíceis de ultrapassar.

Tenha-se a consciência que em 15 anos, os alunos que concluíram o ensino secundário via profissional aumentou 468%… 468%!!!

Para terminar um cenário hipotético… Se metade do país não termina o ensino obrigatório pela via regular, o que seriam as médias, as taxas de reprovação e o abandono escolar se não existe um ensino alternativo? Não é uma crítica, não é um elogio, é apenas uma pergunta.


Top 5 | Mês de Julho (o primeiro milhão)

TOP5_ComRegras

Calendário Escolar 2016/2017 – 13346 visualizações

Público | Conheça a lista completa de vagas e cursos a concurso na 1.ª fase (Excel) – 9852 visualizações

Público | Como escolher um curso superior? Os conselhos dos especialistas – 7067 visualizações

A geringonça é real, traiu os professores e a escola pública. – 6880 visualizações

A ser verdade, é inacreditável. – 5819 visualizações

estatística julho_2016

O mês de julho foi também o mês que o ComRegras atingiu o primeiro milhão de visualizações, em 18 meses de existência. É muito tendo em conta o que percecionei para esta casa, é pouco tendo em conta outros blogues amigos, mas o número é engraçado e merece referência. Obrigado a todos 😉

primeiro milhão_


Escola Portuguesa | O que fazer nas férias escolares?

Finalizando o mês onde o tema foi as Férias Escolares, fica um artigo do blogue Escola Portuguesa.

Debater Escola Pública

O que fazer nas férias escolares?

(António Duarte)

Voltando ao tema do mês na blogosfera docente, Férias Escolares, e depois de já ter escrito sobre a distribuição dos períodos de férias no calendário escolar, olho agora para as férias dos alunos propriamente ditas: de que forma deve ser ocupado esse tempo sem aulas, que nas férias grandes pode chegar aos três meses?